Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019

Pais de alunos da APAE de Cuiabá denunciam equipe gestora no MPE




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Pais de alunos da Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE) em Cuiabá denunciam a equipe gestora da unidade por diversas irregularidades, uma delas, desvio de dinheiro. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual que instaurou um inquérito civil para investigar supostas irregularidades na APAE. A denúncia foi feita via ouvidoria do Ministério Público, além de encaminhado um “relatório das mães da APAE”.

O documento aponta desvio das doações recebidas da Prefeitura de Cuiabá e instituições privadas, incluindo quantias em dinheiro, bens materiais, alimentos e vestuários.

Os denunciantes apontam ainda a estrutura precária da unidade e alimentação de baixa qualidade. As reclamações das mães não param por aí. Elas alegam que a associação possui quantidade insuficiente de professores especializados para lidar com as pessoas com deficiência.

As irregularidades se estendem ainda ao processo de votação da presidência e direção do local. Os pais afirmam que nunca participaram do processo de votação e sequer conhecem detalhes da prestação de contas e distribuição de doações.

No inquérito civil, os pais confirmam que a unidade hoje recebe entre 180 e 190 pessoas com deficiência. No entanto, a capacidade é de 80 a 90 pessoas.

A superlotação seria motivada pela busca de mais benefícios. Os pais declaram ainda que as atividades de limpeza do pátio, banheiro e outros, vem sendo realizadas por alunos. Além da prática de nepotismo na unidade. Onde duas professoras, sem qualificação alguma, teriam sido contratadas para ministrar aulas. Uma delas seria filha da diretora e a outra filha de uma enfermeira da associação.

O promotor responsável pelo caso, Henrique Schneider Neto salienta que o relatório encaminhado pelas mães mostra que não foram feitas prestações de conta em relação aos recursos como o do “Troco Solidário”, em parceria com supermercado Comper no valor de R$ 32 mil.

Além de não prestação referente aos R$ 32 mil arrecadados com Lojas Havan, vendas do MT CAP que eram revertidas para a APAE, recursos de outras parcerias e eventos que a unidade obtinha. “Diante disso, imperioso se faz a instauração do presente inquérito civil a fim de iniciar as investigações atinentes aos fatos narrados”, confirmou o promotor.

Schneider solicitou que seja realizada vistoria in loco para averiguar a situação. “Desta forma, instaura se o presente inquérito civil objetivando investigar as supostas irregularidades na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais” ressaltou o promotor. 


Autor:Aline Almeida com Diário de Cuiaba


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