Sábado, 07 de Dezembro de 2019

Educação vira Casa da Mãe Joana e estudantes decidem ocupar sede da Seduc




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Dezenas de estudantes invadiram ontem a sede da Secretaria de Estado de Educação. O movimento de ocupação começou no início da tarde, mas os jovens montaram barracas no local desde a semana passada. Entoando palavras de ordem como “ocupa e resiste”, os estudantes tomaram conta da entrada principal da secretaria. Os alunos ocuparam o prédio e impediram a entrada de pessoas no local. Vários servidores foram obrigados a deixar a Seduc. Somente em alguns casos era permitida a entrada; para ir ao banheiro, por exemplo, as pessoas tinham que ir acompanhadas por um estudante. A Polícia Militar teve que ser chamada, mas apenas acompanhou o protesto.

Os estudantes afirmam que a atitude foi tomada devido à falta de resultados com as reuniões realizadas com o secretário Marco Marrafon, principalmente em relação à retirada do projeto da Parceria Público Privada a ser implementada em 76 escolas estaduais e 15 Centros de Formação.

Os estudantes pedem ainda uma conversa com governador Pedro Taques (PSDB), pois, segundo eles, mesmo há mais de 45 dias ocupando as escolas, não foram recebidos por Taques.

As ocupações ocorrem pelo movimento “primavera estudantil” e começaram no dia 22 de maio, em Várzea Grande. Ao todo, 26 escolas chegaram a ser invadidas em vários municípios do Estado. Atualmente 15 permanecem ocupadas. Boletins de ocorrência já foram lavrados denunciando que estudantes estariam utilizando as escolas para usar drogas e fazer sexo.

A Secretaria de Educação e os estudantes assinaram um termo de compromisso. Flávia de Oliveira Pires, que representou a Seduc na reunião, afirmou que o documento representa um avanço no diálogo e mostra a postura aberta da Seduc. O documento garante que os alunos terão representação na comissão interinstitucional de diálogo sobre educação. “O resultado é uma agenda de comunicação periódica, com comunicação semanalmente”, disse Flávia.

Gabriel Henrique Carmo Silva, representante da Associação Mato-grossense dos Estudantes, afirmou que o diálogo permanecerá aberto e que, por enquanto, as escolas continuarão ocupadas e apenas o prédio da Seduc será desocupado.

Investigações - O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um novo inquérito para investigar fraudes em licitações da Secretária de Estado de Educação (Seduc). A portaria, assinada pelo promotor Clóvis de Almeida Junior, foi publicada no dia 4 de julho.

Conforme a portaria, o inquérito tem “com o fim específico de verificar supostas fraudes em diversos procedimentos licitatórios realizados pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso”.

No mês de maio, a secretaria foi alvo da Operação Rêmora, apontou um suposto esquema de fraudes em licitações para reforma e construção de escolas em Mato Grosso. A operação detectou fraudes em 23 licitações. Os desvios seriam feitos servidores da pasta, que atuavam com um grupo de empresários.

Greve – Os servidores da educação decidem hoje em assembleia geral os rumos da greve da rede estadual de ensino. A categoria está paralisada desde 31 de maio. Os servidores cobram pelo Reajuste Geral Anual de 11,28%. Outra reivindicação dos servidores é pela realização de concurso público na educação. O movimento paredista já abrange mais de 90% das escolas estaduais e quase 100% dos servidores. 


Autor:Aline Almeida com Diario de Cuiabá


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