Segunda-Feira, 24 de Janeiro de 2022

Professores contrariam o Supremo Tribunal e decidem manter greve




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Contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os servidores do ensino público de Mato Grosso decidiram ontem, em assembleia geral, e por unanimidade, continuar a greve por tempo indeterminado. A assembleia reuniu cerca de quatro mil profissionais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT).

A greve, que completa 63 dias, está prestes a quebrar o recorde da mais longa da história em Mato Grosso, do ano de 2013, quando os profissionais paralisaram por 67 dias.

Uma nova assembleia pode ocorrer na sexta-feira (05) para decidir os rumos da greve, caso haja nova proposta por parte do Governo.

Segundo o presidente do Sintep, Henrique Lopes do Nascimento, durante a assembleia o secretário de Estado de Educação, Marco Marrafon, ligou marcando uma nova reunião para debater sobre o aumento salarial. Essa reunião deve ocorrer hoje.

“Tão logo tenhamos acesso a essa proposta, ela será encaminhada para as bases e depois levada em assembleia para a apreciação”, disse o sindicalista.

Segundo os servidores, a proposta apresentada na reunião que ocorreu na semana passada, entre professores e Governo, por intermédio do Ministério Público Estadual, e que foi colocada em pauta na assembleia ontem, “não apresentou avanços que dessem subsídio para o fim da greve”. Eles afirmaram que só retomam às salas de aula caso o Governo apresente um calendário com data fixa da recomposição e que garanta a integralização. “Entendemos que a proposta do Governo é vaga”, afirmou o Sintep.

Entre os pontos defendidos pela categoria e que culminou na greve, que iniciou em 31 de maio, está o estabelecimento de um calendário do concurso público, que já foi atendido pelo Governo. Os professores também pedem a suspensão do edital das Parcerias Público Privadas, onde ficou acordado que o Governo deve terminar o projeto e levar a decisão de implantação para as conferências. Nestes dois pontos os servidores entenderam que houve avanço. 

No entanto, a indecisão ficou em relação a “Lei de Dobra”. Na proposta apresentada pelo Governo, o secretário afirmou que aplicaria o reajuste até 2023, no entanto, após conversação, disse que ocorreria no ano de 2017. No entanto, os profissionais pedem que a integralização do reajuste, que é de 3,92%, mais os 7,69%, que já são garantidos aos profissionais em lei até a data-base, que é maio. JUSTIÇA - Na última sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal determinou a retomada do ano letivo para ontem. O ministro do STF, Edson Fachin, entendeu que a greve não pode lesar os mais de 400 mil alunos da rede estadual de ensino. A estimativa é de que pelo menos 85% das mais de 750 unidades estaduais tenham aderido ao movimento grevista.


Autor: Aline Almeida com Diario de Cuiaba


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