Sábado, 18 de Janeiro de 2020

Blairo Maggi diz que não vai participar das eleições 2016 em Cuiabá




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O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) afirmou que estará fora das eleições deste ano em Cuiabá. Ele disse que segue uma determinação do presidente interino Michel Temer (PMDB) para “evitar rusgas e discussões” dentro do Congresso Nacional.

“Grandes projetos deverão ser votados na Câmara ainda este ano. Obviamente o presidente e o comando do país não querem que venham para dentro do Congresso Nacional rusgas e discussões provocadas por um ministro que precisa do voto de todos os parlamentares”, disse Blairo Maggi em entrevista a Rádio Capital FM nesta sexta-feira (12).

Maggi explicou que a ordem é para que todos que compõem a “alta cúpula de decisão do país” – citando ministros e secretários de ministérios - não se envolvam em campanhas eleitorais este ano.

“A recomendação vale para mim e para os meus secretários. Isso foi determinado e eu acho que manda quem pode e obedece quem tem juízo.”

O pedido de Temer é para que ministros não subam em palanques nas cidades em que há mais de um candidato da base governista.

Em Cuiabá, três candidatos fazem parte da base do atual Governo. Emanuel Pinheiro é correligionário do presidente interino. Wilson Santos (PSDB) é do mesmo partido dos ministros de Relações Exteriores, José Serra, e da Justiça, Alexandre de Moraes. Já Serys Slhessarenko (PRB) é companheira de sigla do ministro da Indústria e do Comércio, Marcos Antônio Pereira.

Maggi afirmou que a determinação do presidente é "compreensível", tendo em vista o momento delicado de crises política e econômica enfrentado pelo País.

Em Cuiabá, o ministro já havia declarado apoio ao prefeito Mauro Mendes (PSB), que desistiu de disputar a reeleição. “A minha posição em Cuiabá já estava tomada e era definitiva. Mas com tudo o que aconteceu com o pleito e com o pedido do presidente, não me resta outra alternativa”.

Blairo disse que, além da determinação do presidente, outro motivo que o obrigou a se ausentar das eleições deste ano é a extensa agenda que cumpre como ministro.

No próximo mês, ele embarca em uma comitiva ministerial para países da Ásia em busca de parceiros comerciais. “É uma viagem de prospecção de negócios e o Brasil precisa ampliar a sua agenda e melhorar a balança comercial”, finalizou.


Autor:Erika Oliveira com Midia News


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