Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Estudo mostra que alunos gays sofrem mais agressão do que héteros




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Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou que a probabilidade de um ou uma adolescente sofrer estupro ou agressão durante um encontro romântico é mais alta se a vítima for gay, lésbica e bissexual, em comparação com os demais estudantes de high school (o equivalente ao ensino médio nos EUA). A pesquisa, feita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) é a primeira em âmbito nacional feita sobre esse tema, e foi divulgada em agosto.

O estudo ouviu, de forma anônima, mais de 15 mil jovens numa escala nacional.

Os dados levantados a partir da resposta dos adolescentes mostram, por exemplo, que cerca de um terço dos estudantes LGBT sofreram bullying no colégio, contra cerca de 20% dos estudantes héteros. A taxa de tentativas de suicídio nos 12 meses anteriores à pesquisa foi de cerca de 25% entre os homossexuais, quatro vezes mais alta que entre os heterossexuais. A taxa de adolescentes que relataram ter sofrido um estupro em algum momento da vida também foi quatro vezes mais alta entre gays, lésbicas e bissexuais do que entre adolescentes heterossexuais.

Os resultados são semelhantes a levantamentos de menor abrangência e dados levantados por grupos de lobby, mas essa é a primeira pesquisa feita pelo governo norte-americano para abordar essas questões em todo o país.

Durante anos, grupos e ONGs têm dito que a frequência de bullying e ostracismo é maior entre adolescentes gays e lésbicas, e que eles sofrem maior risco de enfrentar muitos outros problemas. Mas, antes, as pesquisas governamentais eram limitadas a poucas cidades e estados. A nova pesquisa inclui também estudantes de áreas rurais e outras partes dos Estados Unidos.

"Essa é a primeira vez que podemos dizer que em todo o território nacional existem desafios consistentes enfrentados pela juventude lésbica, gay e bi", afirmou David W. Bond, do Trevor Project, uma organização nacional de prevenção ao suicídio focada em jovens gays, lésbicas, bissexuais e transgênero.

A estudante Shontay Richardson diz que a pesquisa reflete sua experiência no colégio. "Existe claro o bullying físico, mas também acontece o bullying emocional", afirmou ela. 

Hoje com 24 anos e fazendo pós-graduação na Purchase College, no subúrbio de Nova York, ela conta que era lésbica, mas tenta esconder isso de seus colegas de classe. Mesmo assim, ela era vista como diferente. Ela foi ostracizada por seus colegas e diz que sofreu uma agressão sexual de um garoto que conhecia.


Autor:Redação AMZ Noticias


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