Domingo, 17 de Novembro de 2019

Julier diz que Wilson Santos só não foi preso porque tinha foro privilegiado




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O candidato a prefeito pela coligação “Cuiabá: futuro e inclusão”, Julier Sebastião (PDT), rebateu as críticas do adversário Wilson Santos (PSDB), candidato majoritário pela coligação "Dante de Oliveira", e afirmou que o tucano só não foi preso em 2009, à época da “Operação Pacenas”, porque possuía foro privilegiado em decorrência do cargo de prefeito.

A investigação apurava fraudes em licitação e desvio de verbas públicas em obras de saneamento básico cujo investimento era de R$ 200 milhões.

“O prefeito Wilson à época só não foi preso porque tinha foro privilegiado. Isso é bem claro. Acho que a crítica fala por si só”, asseverou Julier Sebastião, em entrevista exclusiva concedida ao Olhar Direto.

“O que o prefeito Wilson Santos tem de explicar é exatamente porque a turma dele dilapidou a verba do PAC e Cuiabá não tem esgoto. Aquele dinheiro era para ser investido em saneamento e não para ser roubado”, completou.

A Operação Pacenas foi desencadeada em 2009 pela Polícia Federal contra supostas fraudes na licitação de obras de saneamento, vinculadas aos recursos do PAC e executadas durante a gestão do então prefeito Wilson Santos. Toda a investigação era consubstanciada em escutas telefônicas autorizadas pelo então juiz federal Julier Sebastião.

Em outra entrevista ao Olhar Direto, Santos afirmou que a operação prejudicou Cuiabá e foi fruto da imaturidade e falta de experiência do então magistrado.

“Nessa questão da Pacenas eu também acho que  o magistrado à época poderia ter chamado todos os atores envolvidos, prefeitura, empresas que venceram o lote, o Ministério Público, o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e em uma semana encontrava-se uma solução e impediria Cuiabá de perder mais de R$ 200 milhões”, avaliou.

Julier rebateu Wilson Santos afirmando que, se não houvesse corrupção na gestão do prefeito tucano, a operação não teria sido necessária.

“A prefeitura foi simplesmente incompetente, além de ter patrocinado, obviamente, todo o desvio que aconteceu em relação ao PAC Cuiabá. Então me parece assim, aquela história do ladrão que bate a certeira e sai falando que foi o vizinho”, asseverou.

A operação

A Operação Pacenas (Sanecap escrito ao contrário) foi deflagrada em agosto de 2010 e culminou na prisão de 11 pessoas, incluindo empreiteiros, advogados, membros de comissões de licitação e do procurador geral do município à época.

Contudo, o desembargador federal Tourinho Neto, agora aposentado, julgou ilegal a permissão de Julier em conceder para a Polícia Federal a realização de grampos, devido à falta de indícios de ilegalidades. Sem a única prova da acusação, o juiz federal Cesar Augusto Bearsi invalidou todo o restante da operação.


Autor:Jardel Arruda com Olhar Direto


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