Terca-Feira, 22 de Outubro de 2019

Homicídios no Brasil faz mais vítimas do que conflitos armados no mundo, diz Pedro Taques




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Com o intuito de subsidiar as ações desenvolvidas pela Subcomissão de Segurança Pública, da qual é presidente, e pela Comissão de Juristas que reforma o Código Penal, o senador Pedro Taques (PDT-MT) abordou os resultados da pesquisa Segurança Pública no Brasil, durante discurso em plenário.

Pedro Taques lembrou que a violência urbana equipara o Brasil a países que já vivenciaram conflitos sangrentos. "Ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil registrou mais de 1 milhão de homicídios.Média superior à de diversos conflitos armados ao redor do mundo, como a guerra civil de Angola, e conflito recente no Iraque”, discursou.

O estudo do Data Senado revela que 38% dos entrevistados já foram vítimas de violência ou crime. Evidencia, também, a falta de confiança no trabalho da Polícia: 38% das vítimas que não registraram boletim de ocorrência não o fizeram por acreditar que a polícia não faria nada a respeito do ocorrido.

A pesquisa mostra que 58% concordam com a proibição do porte de armas para cidadãos comuns.Outros 87% dos entrevistados concordaram que menores de idade infratores recebam punições iguais às de indivíduos adultos.

Alguns benefícios concedidos aos presos pela legislação também foram questionados. Foi o caso dos indultos (os chamados saidões), aos quais quase 70% dos entrevistados se opuseram. No que se refere às penalidades aplicadas aos criminosos, 73% querem o aumento da pena de prisão para o homicídio doloso, que atualmente pode variar de 6 a 20 anos. Já quanto aos homicídios culposos (que ocorrem sem a intenção de matar), 30% apoiam o aumento da pena e 55% querem que ela permaneça como hoje, de 1 a 3 anos.

A pesquisa do DataSenado mostra ainda que o brasileiro quer mais punição para a violência no trânsito. Entre os entrevistados, 96% defendem que o motorista pego dirigindo bêbado deve ter a carteira suspensa imediatamente. Sobre morte no trânsito, 82% declaram que, se o motorista estiver bêbado ou for pego dirigindo em alta velocidade, é porque teve, sim, intenção de matar.

Para o senador "não basta focar na repressão e no aumento de penas. Faz-se necessário uma política pública de segurança consistente, que envolva um projeto sofisticado e profundo de integração institucional e intersetorial, gestão de informação, formação de uma cultura da paz e prevenção ao crime”.

De abrangência nacional, a pesquisa realizada pelo Data Senado divulgada hoje (18) foi realizada entre 19 e 28 de março de 2012. Entrevistou 1.242 pessoas com mais de 16 anos, em 119 municípios, incluindo todas as capitais.


Autor: Jornal da Noticia / Sandrine Gahyv


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