Segunda-Feira, 06 de Abril de 2020

Dilmar Dal Bosco, prefeitos e vice prefeitos e vereadores são alvos da Polícia Federal




COMPARTILHE

O deputado estadual Dilmar dal Bosco (DEM) compareceu espontaneamente a Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos na “Operação Theatrum”, deflagrada nesta terça-feira. A ação da Polícia Federal investiga a “compra” de fiscalização do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em assentamentos com resultado previamente acertado.

Fazendeiros, servidores do Incra e políticos de Mato Grosso são alvos. Dal Bosco teve seu gabinete na Assembleia Legislativa “invadido” por agentes da PF. Um notebook e um celular do deputado foram apreendidos. Ele deve ter seu sigilo telefônico quebrado pela Justiça.

Segundo um assessor do parlamentar, ainda foram levados alguns documentos do gabinete. Ao deixar a sede da Polícia Federal, o parlamentar negou qualquer tipo de envolvimento com fraudes em assentamentos. “Provei aqui, entregando documento emitido pelo próprio Incra, no final de 2015, que não tenho nenhuma terra em nenhum assentamento do Estado”, disse o democrata em entrevista ao programa Cadeia Neles (TV Record).

Dal Bosco confirmou que participou de audiência em Brasília (DF) para tratar da regularização de assentamentos no Estado, mais precisamente na região do município de Itanhangá. “Foi uma audiência institucional. Estive acompanhado do senador José Medeiros (PSD)”, relatou.

O deputado explicou que sua atuação em defesa dos assentados se dá porque é presidente da Comissão de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa. “Todos os assentamentos do Estado me procuram e eu faço meu papel como parlamentar”.

Ele lembrou que é a segunda vez que tem seu nome citado com a negociação de terras em assentamentos. Em 2014, foi citado na “Operação Terra Prometida”, também da Polícia Federal. “A gente lamenta muito, porque veio novamente de denúncia anônima. Aí tem que vir provar que não tem nada com isso”, disse.

OUTROS ENVOLVIDOS

De acordo com informações, além de Dal Bosco, outros políticos foram alvos da “Operação Theatrum”. Ao menos três vereadores, dois prefeitos e três vice-prefeitos também foram conduzidos para prestarem esclarecimentos. Os nomes ainda não foram divulgados.

A Polícia Federal divulgou há pouco um balanço da operação. A base da operação é o município de Itanhangá. Lá, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 12 de condução coercitiva. Em Ipiranga do Norte, são duas buscas e apreensões e duas conduções coercitivas.

Nas cidades de Diamantino, Cuiabá e Sinop, foram cumpridos apenas um mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva, em cada cidade. Na capital, o alvo foi o atual líder do Governo no Legislativo.

Fora do Estado, foi cumprido um mandado de busca e apreensão e outro de condução coercitiva em Belo Horizonte, Guaíra (PR) e Planaltina (DF).


Autor:Redação AMZ Noticias


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias

<