Domingo, 08 de Dezembro de 2019

Viúva diz que marido assassinado não apontou arma para Policial e cobra Justiça




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A dona de casa Melriene Aparecida Batista, de 35 anos, afirmou ser falsa a versão apresentada por um policial militar que matou seu marido, Júnior César Gonçalves, de 34, durante uma confraternização de Natal na madrugada do domingo (25), em Várzea Grande.

Em entrevista ao MidiaNews nesta terça-feira (27), ela relatou que Júnior não estava armado e ainda foi agredido pelo PM antes de ser morto.No boletim de ocorrência, o policial militar Fábio Alex da Costa Ribeiro afirmou ter matado o homem após ele apontar uma arma em sua direção.

Antes, a vítima teria discutido com o filho do PM na festa. A rapaz de 17 anos foi embora e pediu ajuda do pai e do primo, que foram até o local.

 “Ele não tinha arma. Eu estava com meu marido em uma motocicleta. E o policial, o filho e o sobrinho nos derrubaram da moto. Ele pegou meu marido pelo pescoço, bateu nele e depois atirou”, disse.

“Como uma pessoa que foi abordada daquele jeito ia reagir?”, questionou a viúva. Júnior morreu com disparos na cabeça e no pescoço. Ele foi sepultado ainda no domingo.

Segundo a mulher, a discussão entre o marido e o filho do PM começou após um episódio envolvendo um usuário de drogas. “Esse usuário de drogas estava cometendo vários roubos ali no bairro. Nesse dia, ele saiu correndo atrás de um morador com uma faca. O outro filho do policial – que era amigo do meu marido e dono da festa - pediu para uma rapaziada dar uma lição nele [usuário de drogas]. Só que o irmão dele não gostou e meu marido acabou discutindo com ele”, relatou.

“Depois disso, ele [filho do policial] foi embora e meu marido foi me buscar em casa, porque eu não estava na festa durante a discussão, fiquei sabendo depois. Assim que nós chegamos, nos deparamos com eles na esquina e aconteceu tudo aquilo”, afirmou.

Melriene espera que policial pague pela morte do marido.  “Eu espero que a Justiça seja feita. Não existe um policial tirar a vida de um cidadão. O trabalho dele é defender”, pontuou.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) abriu um inquérito para investigar o caso. A Polícia Militar também informou que o policial será afastado e um procedimento administrativo também será instaurado para apurar o ocorrido.


Autor:Thaiza Assunção com Midia News


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