Sexta-Feira, 19 de Abril de 2019

Após sessão ‘secreta’, vereador de Barra do Garças chama colegas de “bandidos”




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De portas fechadas os vereadores de Barra do Garças, realizaram na segunda feira (26), uma sessão ‘secreta’ e aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2017 dentre outras pautas, a contratação de mais servidores e o veto da verba indenizatória. A sessão considerada ‘fantasma’ por parte de alguns vereadores que não foram informados, tomou conta das redes sociais, depois que o primeiro-secretário, vereador Odorico Ferreira Cardoso Neto, o Professor Kiko (PT), classificou como uma ação de “bandidos”, trancar o parlamento e realizar os trabalhos da maneira como foi feito.

O vereador Kiko usou as redes sociais e desabafou ‘versus’ a seus colegas de parlamento “Lamento, profundamente, que se tenha chegado a um nível tão baixo de respeito, pois tenho direitos e os cidadãos também. Entendo que a atitude macula o poder Legislativo, capacho do Executivo, sem autoridade, sem poder, pois vende-o; sem respeito, tendo em vista que é impossível respeitar uma instituição que se esconde atrás do véu da legalidade para apunhar seus munícipes”.

Todo esse imbróglio teve início na sessão realizada no último dia (12), que ficou conhecida como a “sessão da vergonha”, aonde os vereadores permaneceram durante quase seis horas e acabou no início do dia 13. Naquela madrugada vários projetos foram aprovados, dentre eles, assessoria jurídica gratuita para ex-vereadores, aumento da alíquota do Código Tributário (aumento de impostos e serviços), a contratação de mais 500 servidores e criação de novas secretarias, além do polêmico aumento da Verba Indenizatória em 288%, saltando astronomicamente da casa de R$ 1.7 mil para R$ 6.6 mil, que somados ao salário, muda de R$ 9.7 mil para a vertiginosa casa de mais R$ 14 mil, e ainda com uma facilidade, a verba é dispensada de prestação de contas.

Para se ter uma ideia, neste último item, a verba indenizatória, onera aos cofres da prefeitura o valor de R$ 4.750.000 (quatro milhões setecentos e cinquenta mil reais) a cada quatro anos. “Insensíveis as questões primárias como saúde e educação, a Câmara de Vereadores queria abocanhar essa enorme quantia do dinheiro do contribuinte, e sem prestar contas de que forma é gasto esse valor”, disse Felipe Morbeck, líder do Movimento de Resistência Popular, que ponderou ainda “estamos na eminência de ter os serviços de saúde paralisados por falta de pagamento e esses vereadores querendo tirar mais dinheiro dos nossos bolsos, não vamos admitir”.

O presidente da Câmara de Vereadores, Miguel Moreira da Silva, o Miguelão (PSB), e principal autor do projeto do aumento da Verba Indenizatória se defendeu numa entrevista à Rádio Centro América FM. Disse ele, “essa verba é para custear despesas com combustível e para pagamento de funcionários para atender as demandas dos vereadores”. A Câmara Municipal, dispõe de cerca de 40 servidores, 4 motocicletas, e duas camionetes, o que, por sua vez, usa combustível que deve ser pago com verba específica.

O Movimento Resistência Popular que nasceu nas redes sociais foi às ruas protestar contra o aumento da Verba Indenizatória, entre os dias 14 e 17 de dezembro, com panfletagem e com o chamamento da sociedade para participar de atos de protestos que seriam feitos no dia 27, data que ocorreria a última sessão do ano, onde uma das pautas, seria para aceitar ou não o veto do prefeito Roberto Farias, que alegou um momento difícil (crise) para o aumento, mas só depois que o assunto foi para na mídia nacional.

“Creio que essa sessão liderada por Miguelão que ocorreu as portas fechadas, é um exemplo claro de como agem nossos vereadores. Quando a sangria é desatada eles se escondem. Se esquecendo de quem é o seu verdadeiro patrão, o povo. Dia 1º, na primeira sessão do ano, e a mesma que elege o presidente da Câmara de Vereadores estaremos presentes e comprovar com os nossos olhos se Miguelão terá coragem de tentar se candidatar novamente, depois de alterar o Regimento Interno por duas vezes, o que já lhe permitiu sua reeleição”, finalizou o Bacharel em Direito, Felipe Morbeck.

Não participaram da sessão ‘secreta’, apenas os vereadores Odorico Ferreira Cardoso Neto (PT), Valdemir Barbosa, o Comandante Barbosa (PMDB) e Julio Cesar (PSDB), que podem pedir o cancelamento sessão, ao alegar o que o Regimento Interno não foi respeitado, e a sessão pode se tornar nula, o que causaria transtornos para o município, uma vez que a lei que aprovou a LDO tratar exclusivamente da parte financeira. “Eu tenho dúvidas, mas acho que alteraram a lei para congelar inclusive salários de servidores. Precisamos rever essas questões”, disse o tucano Júlio Cesar.

A Redação tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, porém não recebemos retorno.

Veja a íntegra do pronunciamento do vereador Kiko nas redes sociais

Câmara de Vereadores de Barra do Garças realiza sessão secreta no dia 26 de dezembro de 2016

Parece coisa de bandido, assalto à memória do povo barra-garcense! Sou vereador, estava na cidade, não estava incomunicável, iria viajar, mas não viajei. Em qualquer circunstância deveria ter sido comunicado.

Como 1º Secretário, durante quatro anos assinei todos os documentos com o Presidente do Poder Legislativo Municipal, portanto, mais do que nunca entendo que a postura dos meus pares parece mais coisa de bandido do que de pessoas a representar o povo de nossa cidade.

Até dia 31 de dezembro, ainda, sou vereador, portanto, fui lesado nas minhas prerrogativas de legislar e fiscalizar. Lamento, profundamente, que se tenha chegado a um nível tão baixo de respeito, pois tenho direitos e os cidadãos também.

Entendo que a atitude macula o poder Legislativo, capacho do Executivo, sem autoridade, sem poder, pois vende-o; sem respeito, tendo em vista que é impossível respeitar uma instituição que se esconde atrás do véu da legalidade para apunhar seus munícipes.

Sinto-me vilipendiado como cidadão e, com muito respeito tenho a dizer aos que se sujeitaram a fazer sessão secreta:  sobrou covardia e faltou respeito ao povo de Barra de Garças.                      

PARA QUE NINGUÉM QUEIRA CHAMAR O VEREADOR KIKO DE MENTIROSO, OBSERVE A DATA DA ÚLTIMA PUBLICAÇÃO no site da Câmara Municipal de Barra do Garças - 22 de dezembro às 16:49, portanto, não houve convocação para a sessão, primeiramente, acordada por alguns para ser no dia 27/12. A ata da sessão do dia 12 é a prova, contudo no meio do caminho aconteceu a revolta popular contra a votação que quadruplicou a verba indenizatória de R$ 1.700,00 para R$ 6.600,00. A sessão, quando ordinária deve acontecer às 20 horas, mas segundo consta, aconteceu às 17 horas.

A sessão não era ordinária ou extraordinária?

Precisaria ser convocada ou não?

Precisaria de convocação expressa e por escrito?

O porquê da não comunicação ao Vereador Kiko?

Vereador Júlio César foi comunicado?

Provavelmente, a LOA - Lei Orçamentária Anual -  seria aprovada, o veto do prefeito do aumento da verba indenizatória seria acatado, mas a pergunta que não quer calar se apresenta: As sessões são públicas, mas a bendita de hoje foi com a portas fechadas.

Quem conseguir, explique! 

Professor Kiko

 


Autor:Ronan de Sá com Semana7


Comentários

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