Quinta-Feira, 20 de Junho de 2019

Secretario comemora acordo entre Governo e Consórcio para finalizar obras do VLT




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“Teremos o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) mais barato do Brasil”. A frase é do secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB), que comemora o acordo fechado com o Consórcio VLT para a retomada das obras do novo modal em Cuiabá e Várzea Grande. O valor ainda não foi divulgado, já que precisa ser homologado pela Justiça. Caso tudo corra como o planejado, a intenção é retomar os serviços até abril de 2017.

Segundo Wilson, o “VLT será o mais barato do Brasil. Mais barato que no Rio de Janeiro, onde o quilômetro do trilho custou R$ 53 milhões e mais barato que o de Goiânia (GO), que ainda terá início. Todos os atores querem a retomada da obra, nas nossas reuniões isso ficou muito claro”, disse em entrevista exclusiva ao Olhar Direto.

“Conversamos com o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE). Eles foram importantes e deixaram claro desde o inicio que o governo está no caminho certo em buscar a renegociação. È a forma mais sensata, lógica e racional para retomar esta obra. Pelo que nós apuramos, a manutenção da judicialização levaria 15 anos para se solucionar”, revela o secretário.

Wilson explica que o valor acordado entre as partes ainda não pode ser divulgado: “Eles serão submetidos ao Ministério Público e também ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), por isso ainda não divulgamos. Isso porque pode ter alguma diferença, em relação aos valores. O governador Pedro Taques (PSDB) já avisou que não vai pagar um real, enquanto não houver uma homologação do acordo e o reconhecimento dele pela Justiça”.

VLT

A obra do modal de transporte está paralisada desde o final de 2014 e, devido à divergência entre os valores solicitados pelo consórcio para concluir o VLT e o valor que a atual gestão está disposta a pagar, o governador judicializou a questão.  

O governo passado já pagou R$ 1,066 bilhão ao consórcio VLT Cuiabá, do total de R$ 1,477 bilhão pelo qual a obra foi contratada. Com base no relatório da consultoria KPMG, o governo estadual ofereceu ao consórcio R$ 191 milhões a mais que o contrato assinado em 2012, que foi de R$ 1,477 bilhão. Ou seja, no total, o VLT sairia por R$ 1,668 bilhão. Para concluir a obra, o consórcio havia solicitado o total de R$ 2,2 bilhões.

Entre os valores cobrados pelo consórcio construtor, R$ 423 milhões são referentes ao reajuste e reequilíbrio financeiro e R$ 446 milhões de saldo (corrigido pelo Índice Nacional de Custo da Construção – INCC). No entanto, de acordo com assessoria do Governo de Mato Grosso,  o estudo da KPMG aponta que o valor do reajuste e reequilíbrio financeiro é de R$ 176 milhões e o saldo é de R$ 426 milhões, já com a devida correção.

Projeto

O modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.


Autor:Wesley Santiago com Olhar Direto


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