Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

Amor por animais ajuda pessoas a superarem fortes dramas da vida




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“O cuidado com os animais significa força para viver”. Isto é o que diz a professora e protetora de animais, Angela Furtado, que mora em Cuiabá e faz o trabalho de resgate de gatos e cachorros abandonados pelas ruas.

Tudo começou há dois anos quando a protetora passava por um momento muito difícil na sua vida pessoal, estava com quadro grave de depressão e descobriu que o filho Andrey Furtado, tinha leucemia aos 14 anos.

Como sempre foi apaixonada por animais e já atuava na proteção de animais que eram encontrados na rua. A professora buscou nos bichos a força para superar os dramas em que estava vivendo.

Ela e a irmã Vanessa Silva criaram uma organização não governamental (ONG) chamada “Cãocuidado Cãoamor”, que faz o resgate de cachorros e gatos com maus tratos ou doentes, que são abandonados em Cuiabá e são encaminhados para o “larzinho”.

A ONG tem uma página nas redes sociais e muitas pessoas que encontram animais desprotegidos pelos bairros entram em contato e pedem ajuda das irmãs.

Os “bichinhos” resgatados recebem atendimento médico. Segundo a protetora existe uma parceria com alguns veterinários e clínicas da cidade, que facilitam o pagamento dos gastos com os cachorros e gatos.

Quando os animais se recuperam, são encaminhados para adoção. Para que possam ser liberados, é feita entrevista com o candidato e assinado um termo de responsabilidade, em que a pessoa se compromete a manter o animal saudável conforme foi entregue. Durante seis meses a ONG faz o acompanhamento do animal no novo lar.

Atualmente Ângela e a irmã abrigam 160 bichos entre cachorros e gatos em suas residências. O lar recebe apoio de sete pessoas, que ajudam financeiramente e também no trabalho voluntário.

O gasto mensal com ração, medicamento, produtos de higiene canina e de limpeza fica em torno de R$ 5 mil. Para garantir a alimentação de todos são necessários 600 quilos de ração.

Neste período de férias o problema de abandono de animais aumenta. Muitas pessoas viajam e deixam os animais sozinhos em casa ou acabam largando nas ruas. As irmãs trabalham dobrado para atender tantos casos.

Ângela explica que, ao contrário do que muita gente pensa, não há um perfil de animal abandonado, tem cachorros de grande e pequeno porte, de raça ou vira lata. Todos estão sujeitos ao descaso.

A professora se emociona quando fala do amor pelos animais. “Sou apaixonada pelo o que faço, eles são minha vida, foi através deles que consegui superar a depressão e ter forças para ajudar meu filho a lutar contra a doença”, contou chorando.

Mas normalmente quem comete o abandono tem um caráter definido, são pessoas que compram ou ganham animais por status e não pela afeição aos bichinhos, não tem preocupação com a saúde dos bichos, não levam ao pet shop e nem fazem as vacinas obrigatórias.

Ângela finaliza dizendo que desde quando iniciou o trabalho com os gatos e cachorros já viu vidas mudarem, pessoas curarem de doenças e  laços de amizade foram criados. Os interessados em ajuda a ONG podem entrar em contato pela rede social “Cãocuidado Cãoamor”.

 


Autor:Yeda Magossi com Gazeta Digital


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