Terca-Feira, 23 de Abril de 2019

Abril quebra saldos negativos e Mato Grosso tem superávit de emprego




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Depois de dois anos seguidos com o mês de abril fechando com mais demissões do que contratações em Mato Grosso, em 2017 o mercado de trabalho formal no Estado ensaiou recuperação ao encerrar o mês criando novas vagas de emprego. Entre a movimentação de admissões e desligamentos, o saldo foi positivo com a geração de 599 novos postos de trabalho, cenário totalmente inverso do registrado em 2016 e 2015, quando o resultado dos meses de abril foi de eliminação de vagas, em proporções significativas para o período: 3.105 e 3.286, respectivamente.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, os setores da atividade econômica que mais contribuíram para essa mudança de tendência no nível de empregabilidade do Estado, no mês de abril, foram a Construção Civil, que sozinha criou 1.177 vagas e Serviços, com outras 812 vagas. Com o fim da safra de soja no Estado, a Agropecuária foi o maior demissor do período, com a eliminação de 1.453 postos.

O saldo positivo de 599 vagas criadas no mês passado, conforme o Caged, deriva das 26.859 contratações ante as 26.260 demissões realizadas.

Além da reversão de anual, a expansão do mercado formal – aquele com carteira assinada – mostra a reação mensal ocorrida dentro do Estado. Mesmo que com a criação de apenas 599 novas vagas, deixa para trás o pior março da série histórica do Caged para o mês, em Mato Grosso, quando foram eliminados 5.727 postos, ou seja, quase seis mil demitidos em um único mês.

Em nível regional, todos os estados do Centro-Oeste fecharam o período com saldo positivo. O maior deles foi registrado em Goiás, onde foram criadas 7.170 novas vagas, seguido pelo Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, 724 e Mato Grosso com 599 vagas.

QUADRIMESTRE – Com a recuperação do mercado formal de trabalho em abril, no Estado, o primeiro quadrimestre do ano contabilizou a oferta de 9.613 novas vagas, uma expansão de 115.39% sobre o mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de 4.463 vagas. Ainda repercutindo o alto número de demissões dos anos de 2016 e 2015, em abril, o saldo quadrimestral de 2015 foi menor que o atual, somando 6.635. O melhor momento do período só foi observado em 2014, quando a geração de novas vagas somou no acumulado de janeiro, fevereiro, março e abril, 14.922 postos formais, o melhor dos últimos quatro anos.

BRASIL - O Brasil teve saldo positivo de empregos formais em abril. O crescimento foi de 59.856 postos de trabalho, equivalente a uma variação positiva de 0,16% em relação ao estoque do mês anterior. Foram 1.141.850 admissões e 1.081.994 desligamentos.

“Nos últimos dois anos, se compararmos o primeiro trimestre de 2016 com o de 2017, veremos um sinal muito forte de que o emprego está sendo retomado em sua condição de normalidade no Brasil", destacou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Sete dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego. Os destaques foram Serviços (+24.712 postos ou variação relativa de +0,15%), Agricultura (+14.648 postos ou +0,95%), Indústria de Transformação (+13.689 postos ou +0,19%) e Comércio (+5.327 postos ou +0,06%). A Construção Civil, mesmo apresentando saldos negativos (-1.760 postos ou -0,08%), teve desempenho bem melhor do que o de abril do ano anterior (-16.036 postos).

No recorte geográfico, três regiões apresentaram crescimento do nível de emprego em abril: Sudeste (+46.039 postos em abril de 2017 contra -23.985 em abril de 2016, Centro-Oeste (+10.538 postos em abril de 2017 +4.186 em abril de 2016) e Sul (+5.537 postos em abril de 2017 contra -11.318 em abril de 2016. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste apresentaram retrações (-1.139 postos em abril de 2017 contra -5.735 em abril de 2016 e -1.119 em abril de 2017 contra -25.992 em abril de 2016, respectivamente).

 


Autor:Marianna Peres com Diário de Cuiaba


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