Quinta-Feira, 17 de Outubro de 2019

Advogado que teve prima assassinada critica lentidão jurídica durante estes casos




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Uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, constatou que um em cada três brasileiros (35%) conhece alguém que foi assassinado.

De acordo com o estudo, a região Centro-Oeste é a que tem a taxa de vítimas de violência mais alta. São 65% das pessoas que já teriam sofrido algum tipo de violência.

Em Cuiabá e Várzea Grande, desde o início do ano, a Secretaria de Estado de Segurança já registrou 66 casos de homicídio e 5 de latrocínio (roubo seguido de morte).

Estes dados refletem uma realidade que é sentida por muitos cuiabanos. É o caso do advogado João Gabriel Silva Tirapele, de Cuiabá, que teve uma prima assassinada em janeiro de 2014.

Segundo ele, a família ficou desestabilizada com o incidente. “Chocou muito toda a família. O marido e os filhos dela se mudaram de Cuiabá. A mãe dela já estava ruim antes, havia sofrido um AVC e estava de cama. Aí, quando ficou sabendo do assassinato, só foi piorando até morrer. Morreu uns 6 meses depois da filha”, disse o advogado.

Andrea Canuto Tirapele Carreira da Silva, na época com 41 anos, foi encontrada morta em seu carro na Comunidade de Passagem da Conceição, em Várzea Grande, em 31 de janeiro de 2014. Ela foi estuprada e assassinada por Antônio Gouveia, que era seu inquilino em uma quitinete.

“Ela foi encontrada dentro do porta-malas do carro dela, em um terreno baldio. Quando ela ia sair do veículo, tomou uma pancada violenta na cabeça, ficou totalmente desacordada e foi levada para outro lugar em que foi feito o ato com ela, Depois, ele esfaqueou minha prima, sendo que uma das perfurações atingiu o coração. Ela morreu por uma hemorragia interna. Não satisfeito, na hora de desovar o corpo, ainda cortou o pescoço dela, para ter certeza de que ela não iria sobreviver”, contou.

O crime só começou a ser resolvido após aparecerem contradições nos depoimentos. “O rapaz que a encontrou, furtou o celular dela, que estava dentro da bolsa no carro. Ele foi preso temporariamente. No depoimento, disse ter cruzado com o inquilino da Andrea, que foi quem matou ela. Este inquilino, no depoimento no começo das investigações, disse que não estava lá. Então, aí começaram as contradições”, afirmou.

O inquilino de Andrea foi preso, acusado de ter cometido o assassinato, por conta do depoimento do rapaz que encontrou o corpo. Entretanto, para provar o estupro, a família teve que esperar a chegada de um reagente utilizado na realização de exame de DNA.

“Quando esse bendito reagente chegou, aí, sim, podia ser feito o exame. Mas, nesse período, ele já tinha sido solto. Então, ficávamos acompanhando o processo, olhava aonde que foi o último endereço dele. Enfim, ele foi a júri popular e condenado a 22 anos de reclusão em regime fechado”, afirmou.

João Gabriel acredita que o crime só foi solucionado porque ele, como advogado, sabia os caminhos que deveria percorrer para pressionar as investigações.

“No caso da minha prima deu certo porque tinha um advogado que era primo, eu, que queria que a investigação andasse. Fiz plantão na porta da delegacia, fiz plantão na Politec, mandei ofício para um monte de gente, fiz pressão”, contou.

 


Autor:AMZ Noticias com Midia News


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