Sábado, 18 de Janeiro de 2020

Delação de Silval foi responsável pela megaoperação Polícia Federal em Mato Grosso




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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14) a “Malebolge”, nome dado a 12º fase da Operação “Ararath”, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro para financiamento de campanhas em Mato Grosso.

Ao todo, foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão contra políticos, agentes públicos empresários, o que envolveu a participação de 256 agentes da PF, além de delegados e procuradores federais. “Malebolge” é fruto das delações premiadas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), de sua esposa Roseli Barbosa, do filho Rodrigo Barbosa, irmão Toninho Barbosa e do ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa.

Entre os principais alvos estão o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Blairo Maggi (PP). Ele foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento em Brasília e sua residência em Rondonópolis. Além de Maggi, o senador Cidinho Santos (PR), que é 1º suplente de Blairo, o jornalista Gustavo Oliveira, os irmãos Marcelo e Carlos Avalone (secretário de Desenvolvimento Econômico), e o filho Carlos Eduardo Avalone.

Maggi é acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de ser um dos principais líderes do esquema de corrupção que se instaurou no governo do estado de 2006 a 2014. Maggi também é acusado de tentar obstruir a Justiça.

Entre os fatos, estaria um pagamento de propina de R$ 6 milhões para que o ex-secretário de Estado Eder Moraes, mudasse sua versão em um depoimento no Ministério Público Estadual (MPE) e inocentar tanto Silval quanto o ex-governador Blairo Maggi. Isso porque existiria uma suposta compra de vaga no TCE. Eder teria cobrado de Silval e de Blairo R$ 12 milhões para voltar atrás em um depoimento feito ao MPE, no qual, na primeira versão, ele teria afirmado que os dois ex-governadores tinham conhecimento da compra de vagas no Tribunal. Segundo Silval, o acordo para "silenciar" Eder fechou em R$ 6 milhões, sendo que ele e Blairo iriam pagar metade deste valor cada um. De acordo com a delação de Silval, Gustavo Oliveira seria o responsável para repassar R$ 3 milhões de Blairo a Eder. Já os irmãos Avalone, ficariam de repassar os R$ 3 milhões de Silval.

Outro que também foi alvo de busca e apreensão em sua residência foi o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB). Ele chegou a ter o pedido de afastamento do cargo. Porém, foi negado. A prefeita Juara Luciane Bezerra (PSB), também sofreu busca e apreensão, além de ter o pedido de afastamento negado.

Outros sete deputados estaduais foram alvos da PF: Baiano Filho (PSDB), Zé Domingos Fraga (PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e Silvano Amaral (PMDB).

Já os conselheiros do TCE Sérgio Ricardo (que já estava afastado), José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Valter Albano e Waldir Teis, foram afastados de suas funções. Os conselheiros substitutos irão assumir.

O deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) também foi alvo de busca e apreensão em Brasília e em Mato Grosso.

Os suplentes e ex-deputados Airton Português (PSD), Luiz Marinho Botelho (PTB), Antônio Azambuja (PP) e Hermínio Barreto (PR) também foram alvos de busca e apreensão.

Outro Lado - Em nota, o ministro Blairo Maggi considerou que as informações constantes nas delações premiadas da família do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) sofreram “mudanças de versões” e informou que nunca agiu ou autorizou alguém agir de forma ilícita nas ações de seu governo (entre 2002 e 2010).

Maggi afirmou que respeita a Justiça mas informou que irá utilizar de “todos os meios legais necessários” para comprovar sua inocência no caso.

 

 


Autor:AMZ Noticias com Diario de Cuiaba


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