Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019

Cidinho ocupa cadeira de Blairo Maggi e atuará como senador de Mato Grosso por 6 meses




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O industrial José Aparecido dos Santos, o Cidinho (PR), ex-prefeito de Nova Marilândia, estreia como senador entre 14 e 16 do próximo mês e deve ficar no cargo ao menos por 6 meses, até fevereiro de 2013. Substituirá Blairo Maggi, da mesma legenda republicana.

Nesse período fora do cargo, Maggi fará uma viagem de 10 dias com a família aos Estados Unidos e depois vai dividir a agenda entre os negócios empresariais e ajuda, como cabo eleitoral, a alguns candidatos a prefeito. Ele está transferindo várias missões ao substituto. Maggi vai definir a data exata com a Mesa Diretora para se afastar na segunda quinzena de agosto e só retornar ao posto efetivamente a partir de fevereiro do próximo ano.

Cidinho, que militou no extinto PFL (hoje DEM) tem perfil diferente de Maggi. É mais político. Era ligado ao grupo do senador Jayme Campos e Jonas Pinheiro (já falecido). Depois se aproximou de Maggi, de quem se tornou tão amigo que ambos viraram compadres. O novo senador quer aproveitar o curto tempo com assento no Congresso Nacional para apresentar alguns projetos, reforçar a bandeira do municipalismo, com reivindicações e discurso da tribuna, e dar sequência a propostas já encaminhadas por Maggi.

Ele foi presidente por duas vezes da Associação Mato-Grossense dos Municípios, enquanto comandava Nova Marilândia, inclusive por três mandatos, e teve passagem "relâmpago" no governo Maggi como secretário de Projetos Estratégicos e no comando do MT Regional. Traz em sua trajetória o prêmio conquistado em 2008 de "Prefeito Empreendedor da região Centro-Oeste". Cidinho entrou na chapa do ex-governador e hoje senador, eleito em 2010 com 1.073.039 votos, como primeiro-suplente. Na época teve apoio da classe política em geral, especialmente de dezenas de prefeitos e deputados. O segundo-suplente é o ex-prefeito de Cuiabá e ex-deputado Rodrigues Palma.

Nas últimas duas legislaturas, somente a petista Serys Marly atravessou os 8 anos de mandato sem abrir chance a um dos suplentes. Pedro Taques (PDT), empossado no ano passado, tende a seguir o exemplo de Serys, sem dar chance aos suplentes José Medeiros (PPS) e Paulo Fiuza (PV). Na legislatura passada, Antero de Barros se licenciou para Luiz Soares assumir por alguns dias. Jayme Campos fez igual para contemplar Osvaldo Sobrinho, embora motivado por uma manobra para forçar Luiz Antonio Pagot a renunciar à primeira-suplência para ter direito a continuar na direção-geral do Dnit. Maggi também foi suplente e, em 1999, assumiu como senador por 4 meses no lugar do então titular e seu padrinho político Jonas Pinheiro. Treze anos depois, Maggi, agora como titular, sai do Senado para contemplar outro aliado.


Autor:RD News


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