Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019

Secretario defende que ferrovias serão o fator de competitividade de Mato Grosso




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O Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Duarte que atualmente é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans) defendeu em artigo publicado hoje que  as ferrovias serão o fator de competitividade de Mato Grosso.

Segundo Duarte, as cadeias produtivas dos mais diversos setores precisam operar sistemas logísticos eficientes para competir no mercado global e nacional. Na maioria das vezes, a disponibilização da infraestrutura de transportes, papel do Estado, deve preceder a formação de cadeias produtivas competitivas. Contudo, este definitivamente não é o caso de Mato Grosso.

Há décadas, temos no Estado uma das cadeias produtivas mais competitivas do Planeta, mas ainda temos que enfrentar todos os dias o desafio de superar a distância entre o produtor e os portos.

O cenário não é dos melhores. São rodovias sem pavimentação em uma ponta, transporte caro no meio e portos ineficientes na outra ponta. Quer dizer, muita coisa precisa ser feita para avançarmos, agregarmos valor e nos tornarmos eficientes também da “porteira para fora”.

Acreditamos que, em um sistema logístico, a multimodalidade é uma das palavras chave na busca pela otimização e eficiência. Ela poderá fortalecer mais o agronegócio mato-grossense, que sustenta a balança comercial brasileira. O que proponho, neste artigo, é uma análise criteriosa da importância das rodovias e ferrovias para o escoamento da produção.

Confiança na produção

Entendemos que cada modal de transporte, seja o rodoviário, o ferroviário, o hidroviário e o aeroviário tem suas características, vantagens e desvantagens dependendo do tipo de transporte (passageiro ou carga), do tipo de carga, da distância e das características do mercado. Em geral, os modais precisam coexistir, complementando-se, por isso a necessidade da multimodalidade.

No transporte das principais commodities de Mato Grosso (soja, milho e carne bovina), nas quais somos maiores produtores do país, com produção total na última safra de mais de 60 milhões de toneladas de grãos e rebanho de mais de 30 milhões de cabeças, o sistema logístico é muito beneficiado pela confiabilidade do que é produzido por aqui.

Confiança que nasce do fato de Mato Grosso ter pouco histórico de quebra de safras, se comparado a outras regiões do Brasil e do Mundo. E pela ótima distribuição sazonal da produção: metade é escoada no primeiro semestre (soja), e outra metade no segundo (milho), enquanto o boi é transportado o ano todo.

No entanto, mesmo com todo este potencial, a dispersão da produção inclusive em lugares remotos do Estado e a distância para os portos, muitas vezes chegando a mais de 2.000 km, são certamente grandes desafios, finalizou Duarte

 


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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