Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019

Preso há 14 anos, João Arcanjo fará exame psiquiátrico e poderá ser solto




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A determinação ocorreu após o advogado, Paulo Fabrinny Medeiros, pleitear a revogação da prisão no Juízo da 5ª Vara da Seção de Mato Grosso. Mas, na mesma Vara onde foi feito o pedido, Arcanjo possui um mandado de prisão preventiva, o que lhe impossibilita a concessão de qualquer benefício, já que não seria possível a realização da audiência admonitória "para fins de fixação das condições do regime semiaberto". Dessa forma, Arcanjo não poderá ser liberto antes de ser avaliado por um psiquiatra.

 O juiz Luiz Tadeu levou em consideração o fato de o bicheiro ter cometido inúmeros delitos, como homicídio, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Por esses crimes, Arcanjo foi condenado a 44 anos de prisão. Ele está recluso desde de setembro na Penitenciária Central do Estado (PCE), após ter sido transferido de uma prisão federal de segurança máxima, em Mossoró (RN).

“Visando à concessão da progressão regimental, levando-se em consideração o número de delitos praticados, além de haver delitos cometidos pelo reeducando que se revestem de extrema gravidade, o que, a priori, revela a necessidade de avaliação minuciosa do requisito subjetivo para o retorno à sociedade. Determino desde já, a realização do exame criminológico, com a participação de médico psiquiatra”, diz o magistrado.

Na decisão, o juiz ainda informa que a defesa já se prontificou a efetuar o depósito para a realização do exame, que será feito pela psquiatra Luiza Forte Stuchi. A perícia deverá ser designada pela profissional, dentro dos 10 dias seguintes da intimação, devendo uma perita nomeada apresentar data, hora e local para a realização. Os honorários periciais custaram R$ 2 mil e  serão pagos pela família do bicheiro.

Crimes

João Arcanjo foi condenado por ser o mandante do assassinato do jornalista e empresário Sávio Brandão, morto com sete tiros de pistola 9 milímetros por volta das 15h30 de 30 de setembro de 2002, em frente à obra da atual sede do jornal Folha do Estado, no bairro Consil, em Cuiabá.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, Arcanjo teria mandado matar o empresário porque estava irritado com manchetes negativas sobre ele no jornal, que chegou a chamá-lo de “Al Capone de Mato Grosso”, na edição de 14 de maio de 2001.

Em 11 de setembro de 2015, ele foi condenado a 44 anos e dois meses de prisão em regime inicialmente fechado pela morte do empresário Rivelino Jacques Brunini, que integrava uma rede de caça-níqueis no Estado, de Fauze Rachid Jaudy, além da tentativa de homicídio de Gisleno Fernandes. Os crimes ocorreram em junho de 2002.

 


Autor:Gilberto Leite com RDNews


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