Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020

OAB-MT acompanha caso de ameaça de juiz afastado e diz que não admite intimidação




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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) tem acompanhado atentamente o caso de agressão à advogada Luciana Nazzari nesta terça-feira (23). Após o repudiável fato ocorrido na 1ª Vara da Justiça do Trabalho em Sinop, a entidade tem adotado todas as medidas cabíveis.

Ainda na terça-feira (23) o presidente da subseção de Sinop, Felipe Guerra, acompanhou a advogada durante a elaboração de registro de ocorrência e já tomou as primeiras providências, como a solicitação das imagens das câmeras de monitoramento do prédio da Justiça do Trabalho.

De acordo com Felipe Guerra, as imagens poderão constatar as agressões e ameaças sofridas pela profissional, bem como as ações necessárias a partir dos fatos constatados. Além disso, ele afirma que a OAB Sinop acompanhará todo o inquérito relativo ao caso.

Presidente da OAB-MT, Leonardo Campos destaca que é repudiável todo e qualquer ato que possa limitar o exercício profissional da advocacia.

“Em hipótese alguma a OAB-MT admitirá esse tipo de situação. É inadmissível a intimidação ao exercício profissional. Não há liberdade sem advocacia e, muito menos, advocacia sem liberdade”, disse.

Ainda, o Tribunal de Defesa das Prerrogativas (TDP) da OAB-MT está à disposição de qualquer profissional que tenha suas prerrogativas violadas para a adoção de medidas em todas as instâncias.

A OAB-MT aguarda o relatório do corpo de guarda e as imagens das câmeras de monitoramento a fim de aferir as agressões sofridas pela advogada após deixar a sala de audiências da 1ª Vara do Trabalho de Sinop, permitindo realizar das devidas representações que permitam apurar a conduta ética do magistrado afastado.

“Acompanharemos a apuração dos fatos e desdobramento do caso para garantir a segurança da profissional no exercício de suas atividades. Não admitimos intimidação profissional da mesma forma como não admitiremos o desrespeito com a mulher advogada”, declarou a presidente da Comissão de Direito da Mulher (CDM) da OAB-MT, Gisela Cardoso.

Entenda o caso - O ex-juiz estadual Paulo Martini e a advogada Luciana Koslowski Nazzari se envolveram em uma confusão na Fórum Trabalhista de Sinop (481 km de Cuiabá), na manhã desta terça-feira (23), que precisou da intervenção da Polícia Militar para ser contida.

De acordo com a ata da audiência, o caso ocorreu durante audiência que tem como réu o filho do ex-juiz, Paulo Eduardo Martini, em ação movida por Argemiro Pereira da Silva.

O documento narra que em determinado momento da reunião, Paulo Martini interveio em uma discussão protagonizada entre a advogada Luciana Nazzari e seu filho, chamando a profissional de “incompetente”.

A advogada então rebateu e chamou o juiz de “corrupto”. A ofensa teria se baseado no fato de Martini ter sido demitido pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), em fevereiro de 2016, por corrupção passiva.

Ele foi acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de ter pedido um trator agrícola e R$ 7 mil em dinheiro ao advogado Celso Souza, em 2004, em troca de decisões favoráveis em processos defendidos pelo profissional.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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