Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

Janaina Riva chama CPI de "fictícia" e diz que não integrará Comissão Parlamentar




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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou que não fará parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar supostos desvios em fundos do Governo do Estado, conforme indicação do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB).

A escolha de Janaina ocorreu porque a deputada – que é líder do Bloco Independente na Assembleia – se recusou a fazer a indicação de um membro antes das alterações nos dois blocos existentes na Casa. A ideia dela era que, com a reformulação nos blocos, mais deputados de oposição ao Governo pudessem integrar a CPI.

“A parlamentar considera desperdício de dinheiro público instaurar uma CPI fictícia com o objetivo de não investigar. E que claramente não está comprometida com a verdade dos fatos”, disse a deputada, por meio de nota encaminha à imprensa.

Além de Janaina, a comissão nomeada por Botelho é composta pelos deputados Mauro Savi (PSB), Leonardo Albuquerque (PSD), Adriano Silva (PSB) e Ondanir Bortolini, o "Nininho" (PSD).

A deputada afirmou não concordar com a nomeação feita pelo presidente, “uma vez que é contra a formação atual composta basicamente pela base do Governo”. Com isso, Botelho indicou como membro o deputado Alan Kardec (PT).

Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa, o presidente da CPI deverá ser escolhido por Botelho na próxima semana. A reportagem apurou que os mais cotados são Leonardo e Mauro Savi para presidência e relatoria, respectivamente.

A CPI - O requerimento para criação da CPI, de autoria de lideranças partidárias, foi apresentando pelo deputado Oscar Bezerra (PSB) e recebeu 15 assinaturas, sendo 11 da base aliada.   

Os parlamentares irão apurar se o dinheiro do Fundo da Educação Básica (Fundeb) e do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) está sendo utilizado para pagar outros débitos do Poder Executivo.

Conforme o ato 01/2018, assinado pelo presidente, o prazo para conclusão dos trabalhos é de 180 dias, podendo ser prorrogáveis.

À imprensa, o governador Pedro Taques (PSDB) já disse estar “absolutamente tranquilo” quanto à decisão da Assembleia de abrir a CPI. Segundo ele, não houve apropriação indébita de valores e isso será provado no decorrer da investigação.

“Vejo isso com absoluta tranquilidade porque cabe ao Poder Legislativo fiscalizar. Essa é a função do Legislativo. Quem não fez nada de errado não teme absolutamente nada”, afirmou.


Autor:Redação AMZ Noticias


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