Sábado, 18 de Janeiro de 2020

Operação iniciada em Barra do Garças, consolida 36 prisões em três estados




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A Polícia Judiciária Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (14.02), a operação “10º Mandamento”, para cumprimento  51 ordens judiciais (38 de mandados de prisão e 13 buscas), expedidas pela Vara do Crime Organizado de Cuiabá (7ª Vara), contra membros de uma facção criminosa. A ação ocorre em três estados brasileiros: Mato Grosso, Goiás e Paraná.

A operação é resultado de investigações da Delegacia Regional de Barra do Garças, por meio do Núcleo de Inteligência, e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para enérgica resposta contra a suposta facção criminosa que atua no interior de presídios do Estado do Mato Grosso.

Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos em Barra do Garças, Rondonópolis, Água Boa e Cuiabá (oito lideranças- sete detentos e um solto), por policiais das regionais instaladas nessas cidades, Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em trabalho conjunto com o Sistema Penitenciário, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Informações detalhadas sobre a investigação serão apresentadas em coletiva de imprensa, às 09h30, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública, pelos representantes das instituições (Sesp, PJC e Sejudh).

As investigações iniciaram na cidade de Barra do Garças (MT), quando ações delitivas foram orquestradas por essa organização criminosa, em face de órgãos da Segurança Pública (incêndio das viaturas do Sistema Socioeducativo).

“Começamos a trabalhar monitorando essas pessoas. Percebemos que havia conexão entre os integrantes da organização criminosa, obedecendo à hierarquia. Depois descobrimos que se tratava dessa organização criminosa, quando foi declinada a competência para Vara do Crime Organizado”, detalhou o delegado regional de Barra do Garças, Adilson Gonçalves.

Resposta aos crimes - A operação representa o início de medidas de combate ao crime organizado, em resposta às ações da suposta facção existente no interior dos presídios, que teria, em maio de 2016, comandado disparos de arma de fogo na 1ª Delegacia de Polícia e da Delegacia da Mulher de Barra do Garças, e na sequência o incêndio, com uso de coquetel conhecido por “Molotov”, na casa de um agente penitenciário de Barra do Garças, como sinais de retaliação às ações de enfrentamento realizadas sob o comando da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Durante as investigações foram apurados, ainda, atos delituosos como a pichação na cela interna do prédio do Fórum da Comarca de Barra do Garças, com as siglas de determinada facção criminosa.

Para o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fausto José Freitas da Silva, a integração do trabalho das Secretarias de Segurança e Justiça é essencial ao combate as organizações criminosas, seja dentro ou fora das unidades prisionais. “A Sejudh e a Sesp trabalham em fina sintonia no combate ao crime, em geral, e  às facções criminosas. Esse combate é feito com ações internas nas unidades e também nas ruas, pois o que acontece dentro das unidades, seja pessoas faccionadas ou não, repercute do lado de fora e também dentro”, disse. 

Efetivo - Para a operação foram empregados 115 policiais civis (delegados, escrivães e investigadores), de unidades das Regionais de Barra do Garças, Água Boa, Rondonópolis e Cuiabá, da Gerência de Combate ao Crime Organizado e outras  unidades da Diretoria de Atividades Especiais (DAE).

Nome da operação - A operação “10º Mandamento” faz alusão aos mandamentos da Bíblia, entre eles o 10º mandamento - não cobiçar as coisas alheias-, ou seja, não cobiçar o que é do próximo e esta organização criminosa, hipoteticamente, em uma das suas vertentes criminosas de obtenção de valores espúrios, dirigia-se atos delitivos contra o patrimônio alheio, praticando crimes de furtos, roubos e estelionatos.


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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