Sexta-Feira, 25 de Setembro de 2020

Fake news sobre câncer espalhados em mídias sociais prejudicam diagnóstico e tratamento




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Neste mês de luta contra o câncer de mama, denominado “Outubro Rosa”, muitas mulheres tendem a pesquisar sobre o tema. Porém, acabam se deparando com as fake news, as chamadas notícias falsas, em circulação. No conteúdo, estão textos que vão de dicas, sintomas, tratamentos, prevenção até diagnósticos sobre o câncer de mama. Contudo, especialistas alertam que em sua maioria, não são verdadeiros.

Afinal, qualquer indivíduo leigo pode (re)produzir essas informações, que acabam sendo disseminadas em alta velocidade e contribuem para fortalecer novos e velhos mitos sobre o câncer. Conforme alerta o oncologista clínico do Santa Rosa Onco, do Grupo Santa Rosa, Geraldo Alves de Paula Neto, boatos e notícias falsas andam na contramão da informação precisa e prejudicam tanto o diagnóstico precoce da doença quanto o tratamento.

"A oncologia trabalha com o câncer, que é uma doença estigmatiza pela sociedade. Com a disseminação de conteúdos na internet, muitas informações falsas e superestimadas são transmitidas por meio das redes sociais e se espalham de forma assustadora. Isto deixa muitos pacientes e familiares – que já estão sensibilizados pela notícia de um câncer – ainda mais assustados e com medo. Muitas vezes, isso faz com que desistam do tratamento sem ao menos começar", alertou meio da assessoria de imprensa.

Geraldo Alves complementa que esse temor também acaba por atrapalhar a população, até mesmo, a fazer o rastreamento de rotina. "O câncer de mama não é um mostro com você. Ser um monstro com você é não cuidar da sua saúde. No caso de câncer de mama, o rastreamento deve ser feito a partir dos 40 anos. Mas, para aquelas mulheres com história familiar de câncer de mama e/ou mutação do BRAC1 e/ou BRCA2, isso deve ser iniciado a partir dos 25 anos", enfatiza.

O oncologista clínico reforça que, na direção oposta dessa avalanche de informações falsas que circulam na internet, o tratamento do câncer de mama evolui com a mesma velocidade e se torna – cada vez mais – personalizado para cada paciente. Tal avanço também ocorre com o rastreamento, que passa a ser ainda mais baseado no perfil genético – o que reitera a importância de se procurar um médico para esclarecer dúvidas e conduzir ao melhor horizonte possível.

"Por exemplo, um caso que se tornou público e evidenciou todo o avanço na área de tratamento e prevenção do câncer de mama e também sobre a importância do acompanhamento precoce foi o da atriz Angelina Jolie, cuja mãe faleceu por conta de um câncer de ovário – uma neoplasia ginecológica que também pode ser causada pela mutação do BRCA1 e BRCA2. Angelina procurou um médico especialista, que diagnosticou a mesma mutação da mãe", relembra.

Ele sinaliza que, à época, a atriz foi submetida aos procedimentos de mastectomia (retirada das mamas) bilateral e salpingo-oforectomia (retirada das trompas de Falópio e ovários). "Isso reduziu os riscos de sofrer de câncer de mama e de ovário em mais de 90%. Além de que o fato dela colocar próteses de silicone mamárias fica muito melhor esteticamente do que após um tratamento oncológico", pondera.

Segundo o oncologista clínico, vale enfatizar que atualmente o tratamento do câncer de mama, bem como toda a oncologia em si, avança de forma substancial. "O que nos permite ter taxas de curas incríveis e, para aqueles casos em que a cura não é possível, tornam a doença crônica e, muitas vezes, as pacientes conseguem manter até suas atividades laborais", finalizou.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres e o mês de outubro é dedicado ao combate e à prevenção deste tipo de tumor maligno. Para este ano, a estimativa é de 680 novos casos em Mato Grosso. Do total, 220 em Cuiabá. No país, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é o registro de 59.700 novos casos, somente em mulheres. Mas, os homens também podem ter a doença. Contudo, o índice representa apenas 1% do total.


Autor: Redação AMZ Noticias


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