Domingo, 17 de Novembro de 2019

Operação Porto Seguro: Para o senador Pedro Taques, Rosemary Noronha deveria ser presa




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O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou nesta quarta-feira (05.12) que as investigações da Operação Porto Seguro da Polícia Federal revelam fatos graves envolvendo a ex-chefe da Secretaria Regional da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que deveriam culminar na sua prisão."Penso que ela deveria ser presa”, afirmou Pedro Taques, durante a reunião conjunta das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Infraestrutura (CI) e de Fiscalização e Controle (CMA).
Na reunião, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams,responderam questionamentos sobre o esquema de venda de pareceres técnicos fraudulentos de órgãos públicos para favorecer empresas privadas.
Pedro Taques questionou o ministro da Justiça sobre a não inclusão da servidora Rosemary na lista dos telefones interceptados pela Polícia Federal, já que, segundo ele, ela teve participação direta em atos ilícitos. Para o pedetista, a ex-servidora está no centro do escândalo. "Os fatos mostram que ela integrava, sim, a quadrilha desarticulada”, reforçou.
Segundo José Eduardo Cardozo, Rosemary Noronha não teve os telefones interceptados e não foi acusada de formação de quadrilha porque não participaria de todas as ações do grupo. Ele frisou ainda que ela foi vista como uma servidora cooptada pela quadrilha, não integrante dela. "Havendo discordância ou não, isso foi feito tecnicamente”, argumentou o ministro.
Ao advogado-geral da União, Luis Inácio Lucena Adams, o senador Pedro Taques indagou se a AGU possui registro das reuniões institucionais. O parlamentar questionou ainda sobre o conhecimento de Adams a respeito da participação ativa do ex- advogado -geral-adjunto da União, José Weber de Holanda – até então, considerado seu braço direito – em possíveis irregularidades.
Adams explicou que Weber era um técnico aparentemente competente com base nas várias funções que exercera desde 2001.Segundo ele, após a Operação Porto Seguro, os três processos nos quais se identificou "relacionamento promíscuo entre agentes públicos” foram suspensos e colocados em revisão.
A respeito do registro dos encontros oficiais, o atual AGU afirmou que baixou uma portaria obrigando a formalização das audiências, por meio de ata. Ele também informou que ficou estabelecido que as decisões tomadas por José Weber, ou que tiveram a sua intervenção, serão revisadas. De um total de 40 mil, houveram 942 manifestações de Weber, e dessas, 40 estão sendo submetidas à revisão.


Autor:Jean Campos


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