Segunda-Feira, 22 de Julho de 2019

PT quer acomodar candidato derrotado, Lúdio Cabral na Assembleia; Saúde também é opção




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A direção estadual do PT planeja contemplar o candidato derrotado à Prefeitura de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), com uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
A partir de janeiro de 2013, com a saída dos deputados estaduais da coligação PT-PMDB-PR que se elegeram prefeitos e vices nas eleições deste ano, Lúdio, que obteve 11.431 votos para deputado em 2010, passará a ser o terceiro suplente.
A intenção é beneficiar o petista por meio de rodízio, para que ele possa exercer, ao menos por algum tempo, o mandato de deputado estadual.
Para isso, será necessário convencer o Dr. Manoel (PMDB), que é vereador por Rondonópolis e passará a ser o primeiro suplente, e Neldo Egon Weirich (PR), da região do Araguaia, que será o segundo suplente.
A executiva petista pretende pedir apoio ao governador Silval Barbosa (PMDB) para concretizar esse plano. “Estamos aguardando uma agenda com o governador e, na reunião, aproveitaremos a oportunidade para solicitar a ele apoio para que o Lúdio ocupe uma cadeira na Assembleia”, revelou o presidente regional do PT, Willian Sampaio.
“Na nossa avaliação, essa é uma boa posição para ele, que saiu das eleições deste ano como uma nova liderança do partido, após receber 140 mil votos para prefeito da capital”, completou o petista.
Até o final deste ano, Lúdio continua exercendo seu mandato de vereador. A partir de janeiro, estará sem cargo eletivo. Por isso, a tentativa do PT de acomodá-lo em uma posição de destaque político.
Com um cargo, o petista pode se fortalecer para buscar um novo mandato em 2014.
Outra possibilidade cogitada nos bastidores é a nomeação de Lúdio Cabral como secretário de Saúde do Governo Silval. O petista é médico e atua há 16 anos na Saúde Pública.
O atual secretário, Vander Fernandes, é apadrinhado do deputado federal Pedro Henry (PP). Além de ser afetado pela crise política que Henry vive, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Escândalo do Mensalão, Vander também enfrenta problemas na gestão.
As contas de Vander e Henry à frente da pasta foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), e o órgão recomendou ao governador que afaste o atual secretário imediatamente.
Em caso de assumir a Saúde, porém, o PT teria que abrir mão da Secretaria de Educação. O atual secretário, Ságuas Moraes (PT), também teve suas contas reprovadas pelo TCE, e há rumores de que ele está na mira de Silval para ser substituído são crescentes.
Se for mantido, porém, Ságuas deverá perder a indicação de vários cargos na estrutura da pasta, pois o governador já anunciou que não entregará mais secretarias verticalizadas a nenhum partido. Atualmente, o PT detém todos os cargos na Seduc, a famosa “porteira fechada”.
O presidente Willian Sampaio negou todos os rumores com relação à saída de Ságuas ou à indicação de Lúdio para ocupar cargo.
“Tudo o que ouvi falar a esse respeito foi na imprensa. O governador não conversou conosco sobre nada disso. Se ainda não houve conversa a respeito, deve significar que nossa posição na Seduc está assegurada”, disse.
“Devemos tratar da situação do partido no Governo nessa reunião que teremos. Vamos ouvir o que o governador está pensando e saber se há algo de verdade em todos esses boatos que circulam na imprensa”, completou.
Devem participar da reunião, além de Sampaio, o deputado estadual Alexandre César (PT), Ságuas Moraes e Lúdio Cabral.
“Nada definido”
Lúdio Cabral, por sua vez, desconversou sobre a possibilidade de assumir uma cadeira na Assembleia ou um cargo no governo. “Há muitos rumores, mas não há nada definido. A única certeza que eu tenho é que em janeiro voltarei à minha rotina de médico e professor”, afirmou ao Midia News.
“No caso de assumir uma secretaria, por exemplo, primeiro precisa haver um convite do governador, e nunca houve. Depois, é precisa haver uma decisão partidária. E, então, é preciso fazer um diálogo com o governador sobre o sentido da política de Saúde no Governo”, disse o petista.
Grande crítico da privatização da Saúde Pública, Lúdio hesita com relação a uma eventual continuidade à política de gestão da Saúde por meio de Organizações Sociais (OS), que vem sendo adotada pelo Governo de Silval Barbosa.
No entanto, ele preferiu não comentar a questão, e disse que não falará sobre esse assunto com base em rumores.


Autor:Midia News


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