Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

Secretario de Fazenda diz que orientação é para colocar as finanças do estado em ordem




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O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o governador Mauro Mendes (DEM) determinou a ele e toda a equipe que compõe o setor econômico do Governo para manter o foco em colocar as finanças de Mato Grosso em ordem.

Gallo disse que deve dar continuidade aos programas de ajustes fiscais, iniciados em 2017 com a Emenda Constitucional do Teto de Gastos, ainda na gestão Pedro Taques (PSDB). “A orientação do governador Mauro Mendes é, neste primeiro momento, colocar em ordem as finanças do Estado. Para isso, nós precisamos trabalhar nas perspectivas da receita e nos cortes de gastos em áreas que obviamente não vão prejudicar o cidadão”, disse.

Uma das metas é dar continuidade à renegociação da dívida dolarizada junto ao Bank of América. A renegociação segue desde o início de 2018, na gestão de Taques. Além disso, outras medidas visam o aumento da receita, como a junção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) 1 e 2 e uma lei que pode taxar o agronegócio no Estado.

Nós precisamos trabalhar nas perspectivas da receita e nos cortes de gastos em áreas que obviamente não vão prejudicar o cidadão. “Ano passado, nós aprovamos o Fundo de Estabilização Fiscal e vamos continuar com as medidas de ajustes. Temos a renegociação das dívidas com o Banco Mundial, da dívida dolarizada; vamos trabalhar com incremento de receitas no combate à sonegação; na reedição do Fethab 2, que é fundamental; e na regulamentação da Lei Kandir”, afirmou.

“Acho que a grande agenda do Governo do Estado, na perspectiva da receita, é regulamentação da Lei Kandir. Isso será debatido pelo governador em conjunto com a Assembleia Legislativa”, disse. Estrutura - Gallo também disse que Mendes pretende rever os gastos com a folha salarial. Informações dão conta de que cada Pasta deve reduzir até 20% dos cargos. Além disso, medidas para diminuir o déficit previdenciário deve constar na pauta da atual gestão durante os próximos meses.

“Nós tivemos, ao longo dos últimos quatro anos, mais de 76% de gastos com o pessoal. O rombo dos cofres em relação à previdência dos aposentados, dos servidores públicos, é algo que preocupa muito”, afirmou o secretário.

Ele também alertou para o risco da "bomba" previdênciária. “Nós temos também um trabalho a ser feito com relação à estruturação desse regime, porque corre o risco de daqui a três anos, se nada for feito, estarmos pagando R$ 3 bilhões dos impostos dos contribuintes para os aposentados. É uma trajetória muito preocupante, que temos que jogar às claras com a sociedade e com os servidores para encontrarmos as melhores soluções”, completou.


Autor:AMZ Noticias com Mídia News


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