Segunda-Feira, 27 de Maio de 2019

Mato Grosso investiga mais um caso de sarampo e fica em alerta com retorno da doença




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Mato Grosso investiga mais um caso suspeito de sarampo, doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus e que pode levar à morte. Desta vez, trata-se de um menino de 8 meses, que reside em Várzea Grande, cidade vizinha a Cuiabá. Esta é a segunda notificação em uma semana.

O outro foi registrado em Tangará da Serra (240 quilômetros, ao sudoeste da capital). Nesta semana, o Brasil perdeu a certificação de país livre do sarampo, conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

“Essa criança foi avaliada na UPA de Várzea Grande e foi feita a coleta para exames necessários. Ela estava bem clinicamente e o médico a encaminhou para fazer o acompanhamento no Parque do Lago (policlínica), que é a unidade mais próxima da casa dela”, informou a gerente da Vigilância Epidemiológica da cidade, Relva Cristina Teixeira. “Mas, estamos esperando o resultado dos exames para confirmar ou não e descartar o caso”, frisou.

Conforme Teixeira, os sintomas apresentados pelo menino são os clássicos do sarampo, entre eles, febre alta, erupções ou manchas vermelhas e tosse. A Vigilância Epidemiológica avalia a necessidade de bloqueio vacinal de contatos próximos ou diretos da criança. “Nós estamos fazendo a investigação, verificando se mais pessoas têm sinas ou sintomas para ver se há necessidade de fazer o bloqueio”, comentou.

Já o caso em Tangará da Serra foi notificado no bairro Vila Horizonte e aguarda confirmação laboratorial. Por lá, um bebê de nove meses apresentou os sintomas no começo do mês e já havia passado por atendimento médico. No dia 07, a criança foi avaliada na Clínica da Família e a suspeita inicial era zika. Então, foi feita a coleta de sangue, que foi enviado para Cuiabá.

Ainda na sexta-feira foi enviado ao município, o resultado da primeira mostra do material que deu reagente para o sarampo. Porém, é aguardado resultado complementar dos exames de sangue e urina, que estão sendo realizados em laboratório de referência no Rio de Janeiro, para confirmar ou não se é caso de sarampo. Os resultados dos exames devem sair entre sete e 15 dias.

O certificado da Opas havia sido obtido em 2016. Para perdê-lo, é preciso haver transmissão sustentada, ou seja, a ocorrência de um mesmo surto por mais de 12 meses. Agora, o Ministério da Saúde informou que iniciará o plano para retomar o título dentro dos próximos 12 meses. “Iniciamos a gestão, no atual governo, com taxas de imunização muito baixas. Elas atingiram um pico em 2003, mas, no geral, de lá para cá caíram ano a ano até chegarem perto de 80% no ano passado. Não é o patamar ideal. Temos que elevá-la acima a 95%”, afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o ministro, o plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. “Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde”, afiançou.

As ações fazem parte de um conjunto de medidas que estão sendo desenvolvidas para os primeiros 100 dias de governo. As medidas ainda incluem a melhora nos sistemas de informação e monitoramento para medidas de prevenção e controle; a ampliação das estratégias a adesão da população à imunização; o acerto com estados e municípios estratégia para fomentar a oferta local de salas de vacinação em horário diferenciado; a instituição de uma “força tarefa” para apoiar os estados e municípios na investigação e manejo de casos de doenças imunopreveníveis e a realização de uma ampla campanha de multivacinação, entre outras ações.

No país, em todo o ano passado, foram confirmados 10.326 casos, distribuídos em 11 estados: Amazonas (9.803), Roraima (361), Pará (79), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (20), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1). Destes, oito estados já tiveram o surto encerrado, segundo o ministério. Outros três, no entanto, ainda registram transmissão ativa do vírus: Amazonas, Roraima e Pará. De janeiro a março deste ano, foram confirmados 28 casos de sarampo nestes locais.


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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