Terca-Feira, 22 de Outubro de 2019

Eleição na Câmara de Cuiabá extrapolou até a relação partidária e familiar de vereadores




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A eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá ultrapassou o limite da fidelidade partidária e da relação familiar. Com o processo de disputa interna, o Legislativo inicia mais um ano com a imagem desgastada.

O candidato da situação, Adilson Machado, popularmente conhecido como Adilson Levante (PSB), entrou na disputa no último dia e, mesmo tento apoio explícito do prefeito Mauro Mendes (PSB), não conseguiu três votos que poderiam garantir a sua vitória, com folga.

Adilson perdeu a eleição por 14 votos contra 11 para o vereador João Emanuel (PSD), que tão logo soube o resultado das urnas, com 5.824 votos, já era colocado como eventual candidato à presidência da Câmara.

Vale ressaltar também que os vereadores eleitos por coligações de oposição a Mauro se mantiveram unidos, desde o dia 8 de outubro passado e trabalhando apenas o nome de João Emanuel. Enquanto a situação, apresentou várias candidatos.

A experiência do sogro de João Emanuel, deputado José Riva, também do PSD, foi decisiva para alcançar a vitória, que desde então era considerado favorito. Assim, como o sogro, João em momento algum contou vantagem antes da hora.

Adilson não pôde contar com o voto do seu irmão, o vereador Oseas Machado (PSC), muito menos dos colegas de partido, Faissal Calil e Onofre Júnior. A justificativa deles foi de que havia fechado compromisso anteriormente.

A falta de articulação, aliada a inexperiência política de Mendes, desde o final da eleição também contribuiu para o desfecho. A situação ficou incômoda para os dois vereadores que não votaram no Levante e para o prefeito, que enfrenta problemas de ordem política neste início de mandato.

Já Levante parece não ter se incomodado tanto com a situação. Não demonstrou decepção, muito menos mágoa. Pelo visto, ele apenas se colocou à disposição do chefe do Alencastro.

Vale ressaltar que Oséas recebeu a ajuda durante a campanha de líderes do PSD, do presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. O vereador esteve no palanque do candidato derrotado, Carlos Brito, também do PSD.

O PSB quer tratar o assunto como infidelidade partidária e promete adotar as medidas no âmbito da sigla. No caso familiar, a questão não foi tratada publicamente.

Há também uma discussão sobre o voto do vereador Clovito (PTB), que compôs e respaldou a chapa encabeçada pelo vereador do PSD.


Autor:Hipernoticias


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