Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019

Pará avança muito pouco no ranking de IDH e fica com o 4º pior índice de desenvolvimento




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De 2016 para 2017, o Pará ficou estagnado no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Numa escala de 0 a 1, em que quanto mais próximo de 1 melhor, o estado passou de um grau de desenvolvimento de 0,693 para 0,698.

É um crescimento tão pífio que não consegue resgatar o Pará da condição de “médio” desenvolvimento, situação que divide apenas com Piauí, Maranhão e Alagoas. Os quatro, juntos, são os estados mais pobres e atrasados do país.

As informações, levantadas com exclusividade por nossa reportagem, são do Radar do IDHM, uma prévia do índice oficial divulgado de maneira conjunta na última terça-feira (16) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro. O IDHM é um importante indicador da Organização das Nações Unidas (ONU) que mensura a qualidade de vida por meio dos componentes longevidade, educação e renda.

O Brasil permanece como país de IDHM “alto”, mas ainda distante da fatia “muito alto”, acima de 0,800. Dos três fatores analisados, a longevidade e a educação avançaram: o primeiro de 0,845 para 0,850 e o segundo, de 0,739 para 0,742. Porém, o componente renda encolheu de 0,748 para 0,747. No caso do Pará, a renda também engessou o desenvolvimento do estado porque caiu de 0,658 para 0,654.

Nossas reportagens tem alertado frequentemente que a baixa capacidade de geração de negócios, emprego e renda do Pará, aliado às péssimas condições de vida da população, vai comprometer os indicadores de desenvolvimento do estado nos próximos anos, o que a cada dia fica comprovado sempre que novo estudo de abrangência nacional acerca do assunto é divulgado.

Grande Belém - A Região Metropolitana de Belém também aparece como uma das piores do país em desenvolvimento humano. Na verdade, a Grande Belém imita o Pará e ocupa a 4ª pior colocação, com IDHM que passou de 0,745 para 0,748, aumento ainda menor que o do próprio estado. Na prática, nada mudou: o belenense vive, na média, pior que um brasileiro de qualquer outro lugar. E, ressalte-se, piores situações só são verificadas em São Luís (MA), Macapá (AP) e Maceió (AL).

Entre 2012 e 2017, Belém cresceu muito pouco nos componentes gerais do IDHM. E, por isso, acabou sendo empurrada para trás, inclusive por metrópoles que, anos atrás, tinham condições de vida piores. Na crise econômica, entre 2015 e 2017, a situação piorou e acabou por deteriorar os indicadores da capital paraense e adjacências.


Autor:AMZ Noticias com Zé Dudu


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