Segunda-Feira, 17 de Janeiro de 2022

Policiais civis do Norte Araguaia realizam paralisação contra Reforma da Previdência




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Os investigadores e escrivães das Delegacias de Polícia Judiciária Civil de Vila Rica e Confresa pararam as atividades na tarde da ultima terça-feira (25), em apoio a paralisação em caráter nacional, para protestar contra a Reforma da Previdência.

A manifestação foi convocada pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), que em nota informou que a paralisação se deve ao tratamento de descaso à categoria.

A classe reclama que o texto da Reforma da Previdência, tanto o elaborado pelo governo federal quanto o da comissão formada na Câmara dos Deputados para analisar o projeto do Executivo, trata a Polícia Civil e outras entidades de forma diferenciada das Forças Armadas.

Em Vila Rica, os investigadores e escrivães contaram com o apoio dos delegados de polícia Renato Rezende e Getúlio Daniel. Em Confresa, os investigadores e escrivães também contaram com o apoio dos delegados André Rigonato e Marcos Leão.

Em Confresa os servidores participaram do ato que aconteceu na Delegacia Municipal. A diretora do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol) – Sub-sede Confresa, Jucelia Marchesan fez um histórico das reivindicações dos trabalhadores da segurança, explicando a paralisação e conclamando os policiais a irem à Brasília no próximo dia 2 de julho, quando está prevista mais uma manifestação com a participação de policiais de todo o Brasil contra as medidas da Reforma.

Conforme a presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de Mato Grosso (Sinpol), Edileuza Mesquita, a expectativa das polícias que ficaram de fora dos benefícios concedidos aos militares é que emendas sejam acrescentadas ao texto, estendendo os direitos.

“Somos policiais civis, trabalhamos diariamente em ATIVIDADE DE RISCO, sem saber se voltaremos para casa, ou se voltaremos inteiros. Atuamos com DEDICAÇÃO EXCLUSIVA, a qualquer hora, até ultrapassando nossa carga horária laboral. Não recebemos HORA EXTRAS. Estamos proibidos de fazer GREVE e ainda tiram a dignidade e motivação de quem entrega a vida para defender o próximo”. A PEC 06/2019 que trata da Reforma da Previdência, prejudica a aposentadoria dos policiais de natureza não militar (policiais civis, polícia rodoviária federal, policial federal, agentes prisionais e socioeducativo).

No último dia 14 de junho a Comissão Especial da Reforma da Previdência (formada por 49 deputados federais) apresentou algumas alterações no texto da PEC 06, demonstrando um descaso com a polícia civil e demais forças de segurança que não tem natureza militar. Após a leitura do relatório da Comissão Especial, a UPB (União dos Policiais do Brasil) e a COBRAPOL (Confederação dos Policiais do Brasil) deliberaram a necessidade de tomarmos algumas medidas no combate ao retrocesso e na perda de direitos.


Autor: Redação AMZ Noticias


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