Sábado, 21 de Setembro de 2019

Universidade Federal de Mato Grosso anuncia cortes de serviços e redução de expediente




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A partir da próxima segunda-feira (09), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) passa a adotar medidas emergenciais e estratégias para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão no campus da instituição de ensino federal (IFES).

A decisão consta em ofício circular de número 10/2019 encaminhado pela reitora, Myrian Thereza de Moura Serra, aos pró-reitores, secretários, diretores de escritórios e diretores de institutos e faculdades da UFMT. A expectativa é de uma economia de até R$ 3,5 milhões. Com isso, universidade espera manter as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

O documento é datado da última quarta-feira (04), um dia antes do anúncio da presença do ministro da Educação (Mec), Abraham Weintraub, em Cuiabá. Na tarde desta quinta-feira (05), Weintraub esteve na capital para anunciar investimentos para a educação pública do município.

No documento, Myrian Serra informa que as medidas levam em consideração o decreto federal de nº 9.711, de 15 de fevereiro de 2019, e suas alterações, que dispõe sobre a programação orçamentária e financeira, impôs limitações orçamentárias às IFES e estabeleceu um bloqueio de 30% no orçamento discricionário, ou seja, no custeio e capital.

Também considera que a insuficiência de limites liberados pelo Mec, neste ano, ameaça a continuidade das atividades acadêmicas e administravas. Com isso, aponta que há necessidade de revisão de contratos e serviços para devidas adequações. “Diante deste quadro, elencamos as medidas emergenciais e estratégias que serão adotadas na UFMT, a partir do dia 09 de setembro de 2019, para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão”, informou no ofício.

A primeira delas é a revisão das cotas de consumo de reprografia, de hospedagem, de passagens, de usos de serviços gráficos e correios. A segunda é a readequação de contratação de terceirizados, seguida da otimização dos serviços de porteiro e vigilância armada, bem como instalação de câmeras de vigilância e mudança na frequência de limpeza nos contratos dos campi do Interior similar a Cuiabá e Várzea Grande, frequência de limpeza de laboratórios e esquadrias.

A terceira medida é a redução das ações de transporte em atividades de ensino (aulas de campo), pesquisa, extensão e administração. Outra é a suspensão de serviços terceirizados, o que inclui o “Ligeirão” no campus de Cuiabá, o funcionamento do Restaurante Universitário (RU) no recesso acadêmico, a hospedagem do “Programa de Acolhimento Imediato (PAI) e o uso de correios na modalidade Sedex.

Dentre esses serviços também ficam suspensos telefonia para ligações fixo-móvel e interurbano, o atendimento de ordens de serviços de marcenaria, serralheria, cópias de chave, mudança de mobiliário, reformas, melhorias e adequações, as atividades de jardinagem e redução da frequência da limpeza externa (parcial) e a aquisição de materiais de consumo de uso geral e materiais permanentes.

Por último, a UFMT irá adotar a redução do consumo de energia elétrica, bem como alteração do horário de funcionamento dos setores da administração superior da UFMT, como as reitorias, pró-reitorias, secretarias, escritórios, inclusive dos campi do interior, que será fixado as 7h30 às 11h30 e 12h30 às 16h30. “O custo de energia elétrica entre 17h30 e 20h30 é aproximadamente 5 vezes maior que demais horários. O horário de funcionamento da instituição (unidades acadêmicas) permanece das 7h00 às 23h30 de segunda a sexta e das 7h00 às 11h00 aos sábados”, informou.

Também está prevista a revogação da “Jornada Continua”, de acordo com o artigo 6 da resolução Consuni 15/2018. “Esta medida diminuirá o tempo de funcionamento dos setores, havendo uma redução no custo de energia elétrica com iluminação, computadores e ar condicionado”. Conforme a UFMT, a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) fará o desligamento de setores em horários predeterminados junto as unidades administravas, faculdades e institutos, disponibilização de cartilhas de práticas sustentáveis visando o uso racional de água e energia elétrica.

A Sinfra buscará ainda a adequação dos horários de prestação de serviços terceirizados ao novo horário de funcionamento da UFMT, suspensão do uso não acadêmico do campo e quadra ao lado da Secretaria de Infraestrutura e quadras externas. “Ressaltamos que essas medidas poderão resultar em uma economia de até R$ 3,5 milhões para a manutenção do ensino, pesquisa e extensão”, destacou.


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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