Domingo, 20 de Outubro de 2019

Casos de dengue em Mato Grosso aumentam 87,5% e alto risco causa preocupação




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O período chuvoso ainda não começou, mas a preocupação com o mosquito Aedes aegypti já mobiliza as autoridades públicas ligadas à área da saúde. A intenção é evitar o avanço de doenças, como a dengue, zika e chikungunya.

Em 2019 (até 24 de agosto), foram registrados 1.439.471 de casos de dengue em todo o país, com crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018. Em Mato Grosso, também houve um aumento de 87,5%. O estado conta com uma taxa de incidência de 385 casos por 100 mil habitantes, o que deixa com alto risco para a doença.

Ontem (12), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou, em Brasília (DF), nova campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti. O objetivo é mobilizar a população no combate ao avanço das doenças no país. De acordo com o Ministério da Saúde (MS) o objetivo é conscientizar os gestores estaduais e municipais de saúde e toda a sociedade sobre a importância de se organizarem antes da chegada do período chuvoso no combate ao surgimento de novos criadouros do mosquito.

Com o slogan "E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa por você”, a campanha teve início ontem (12) e reforça a necessidade de cada um tomar a iniciativa de proteger a sua casa e de seus familiares. “O mosquito Aedes aegypti está pegando e está pegando como nunca. Não é que isso pareça uma guerra! É uma guerra”, diz o órgão federal da saúde em vídeo publicitário. A gravação segue lembrando que o vetor já fez milhares famílias perderem parentes queridos e já tirou de combate centenas de pessoas, comprometeu o futuro de muitas crianças, que nasceram com microcefalia, que tem como uma das causas o zika vírus.

“Ao invés de lançar a campanha no mês de novembro, como era feito nos outros anos, nós antecipamos para setembro para dar tempo, antes do período da chuva, para as pessoas e os gestores locais organizarem grandes mutirões de combate ao mosquito e não esperar depois que o ciclo da doença já está instalado para começar a agir”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante coletiva de imprensa de lançamento da campanha publicitária realizada em Brasília.

Em nível nacional, em 2019 (até 24 de agosto), foram registrados 1.439.471 de casos de dengue em todo o país, com crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791). A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 690,4 casos/100 mil habitantes. Em Mato Grosso, já são 12.878 (87,5%) notificações contabilizadas entre janeiro a 17 de agosto passado contra 6.868 notificações, em 2018.

A incidência estadual é de 385 casos por 100 mil indivíduos. Três óbitos são investigados. O município com maior registro é Sinop (516 quilômetros de Cuiabá), com taxa de 1070,1/100 mil pessoas. Já em Cuiabá, os casos de dengue reduziram de 1.283, em 2018, para 404 (-68,5%), neste ano. Em Várzea Grande também houve queda de 1.480 para 76 no mesmo período.

Conforme o MS, este aumento pode ser explicado por uma associação de fatores, como condições ambientais fora do comum (alto volume de chuvas e altas temperaturas); grande número de pessoas suscetíveis, uma vez que nos dois últimos anos houve baixa ocorrência de dengue em toda a região das Américas; mudança no sorotipo predominante, entre outros.

No país, os registros da febre chikungunya chegaram a 110.627 em relação ao mesmo período do ano passado, 76.742, ou seja 44,2% de aumento este ano. A taxa de incidência foi de 53,1 casos/100 mil habitantes. No Estado, os casos reduziram (94,7%) de 13.006, no ano passado, para 684, em 2019. Já os casos de zika apresentaram aumento de 47,1%, este ano, quando foram registrados 9.813 casos, enquanto em 2018 foram 6.669 o que representa uma taxa de incidência de 4,7 casos/100 mil habitantes. No território mato-grossense, houve uma redução 66,8%. Em 2018, foram 870 ocorrências contra 289, neste ano.

Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Saúde reforçou que, durante o período de seca, a população pode realizar ações de prevenção, basta tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa, por exemplo. Uma vez por semana, lavar com água, sabão e esfregar com escova os pequenos depósitos móveis, como vasilha de água do animal de estimação e vasos de plantas. Além disso, é preciso descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios. Limpar as calhas, retirando as folhas que se acumularam no inverno também é importante para evitar pequenas poças de água.


Autor:AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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