S�bado, 25 de Setembro de 2021

Mato Grosso perde fôlego e cede 2ª posição do saldo da Balança Comercial ao Pará




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Mato Grosso já não tem mais o segundo maior saldo da Balança Comercial brasileira. Em agosto a posição passou a ser ocupada pelo estado do Pará, que juntamente com Minas Gerais, exibem os melhores resultados do País no período, US$ 10,82 bilhões e US$ 10,50 bilhões, respectivamente.

O Estado somou US$ 10,10 bilhões, passando a terceira posição. Na comparação anual, houve retração de 6,65% sobre o saldo que em 2018 era de US$ 10,82 bilhões. Perdas de valores e volumes sobre as vendas de soja, explicam a perda de fôlego e de posições no ranking nacional.

Mato Grosso fechou o período janeiro-agosto com receita de US$ 11,41 bilhões, cifras 2,8% abaixo do contabilizado em igual momento do ano passado. Se o faturamento recuou nas vendas externas, aumentou mais de 42% nas importações, que nesse intervalo anual de comparação passou de US$ 916 milhões para US$ 1,3 bilhão. Foi justamente essa movimentação que impactou no saldo da Balança, já que ele resulta do total exportados debitado do valor importado, gerando como resultado parcial de 2019, US$ 10,10 bilhões.

Os dados, conforme atualização recente do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), mostram que a receita mensal das exportações mato-grossenses somou US$ 1,05 bilhão. Foi o agosto de menor faturamento dos últimos três anos, atrás do realizado em igual mês de 2017 e de 2018, US$ 1,28 bilhão e US$ 1,33 bilhão, respectivamente.

As vendas de soja em grão são as responsáveis pela perda de fôlego dos embarques. Mesmo com a perda natural de demanda internacional nessa época do ano, há uma retração maior em 2019, já no ano passado o grão respondeu sozinho por 61% de todo faturamento e nesse ano passou a participar com 53%. Em cifras houve um recuo de US$ 1,17 bilhão, passando de US$ 7,18 bilhões para atuais US$ 6,01 bilhões.

Os ganhos contabilizados pelas exportações de milho em grão e de algodão não foram suficientes para absorver as perdas na oleaginosa. Os embarques do cereal somaram US$ 2,03 bilhões, alta anual de 67%. O milho passou a responder por 18% do faturamento da pauta estadual ante 10% em igual momento do ano passado.

Já o algodão, participando com 5,9% - ante 2,9% - acumula crescimento de 102,1% em 2019 sobre 2018 e receita de US$ 677,55 milhões, adicionando quase US$ 350 milhões a mais à pauta mato-grossense. Outro segmento em alta é o carne bovina, cuja expansão anual é de 14,7%. O faturamento de US$ 745 milhões responde por 6,5% da receita global de Mato Grosso contra 5,9% em igual momento do ano passado.

A China, mesmo recuando sua participação sobre as exportações realizadas por Mato Grosso, se mantém responsável por quase um terço de tudo que o Estado negocia: US$ 3,94 bilhões. Na comparação entre os oito primeiros meses de 2019 ante 2018, houve retração de 15%, resultando na perda direta de US$ 686,96 milhões em divisas.

Em segundo lugar está o Irã com US$ 636,86 milhões em negócios, especialmente com compras voltadas ao milho. Em terceiro lugar está a Holanda (Países Baixos) com US$ 600 milhões, cifras negociadas na aquisição do complexo soja. Em quarto está a Espanha com negócios que somam US$ 528,23 milhões também focados na aquisição de soja em grão e farelo e em quinto, a Tailândia, com US$ 475,79 milhões, cifras utilizadas na compra de itens que compõem o complexo soja (grão, farelo e óleo).


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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