Domingo, 20 de Outubro de 2019

Cerca de 40% das dívidas dos paraenses aos bancos são por conta do cartão de crédito




COMPARTILHE

Os moradores do Pará estão entre os líderes de atrasos no pagamento de dívidas bancárias do País. Até o fim desse primeiro semestre, os débitos vencidos somavam R$ 962 milhões, o 10º maior montante dentre as 27 Unidades da Federação.

Deste total, cerca de 40% era somente de dívidas atrasadas de cartão de crédito. Os números são do levantamento feito por nossa reportagem com base no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central. O cruzamento dos dados aponta que os consumidores de apenas três municípios da Região Metropolitana (Belém, Ananindeua e Marituba) respondem sozinhos por quase metade desta dívida.

O débito deles chega a R$ 450 milhões, enquanto os outros 141 municípios paraenses acumulam juntos R$ 512 milhões. Das sete modalidades diferentes de crédito, os três municípios da RMB respondem pelo maior percentual de atrasos no pagamento em três deles.

Em alguns casos, como no rotativo do cartão de crédito, eles respondem por 56,3% dos débitos, totalizando R$ 205,4 milhões - em todo o Estado, a dívida vencida chega a R$ 365 milhões. No caso das prestações de imóveis, por exemplo, a cifra atrasada nestes mesmos municípios alcança R$ 14,7 milhões, o que corresponde a 51% da dívida estadual de R$ 28,9 milhões.

Os dados levam em conta atrasos de mais de 15 dias no pagamento de dívidas bancárias, conforme as sub-regiões. São consideradas todas as dívidas superiores a R$ 200. Já as sub-regiões são definidas de acordo com os dois primeiros números do CEP dos devedores, o que permite determinar exatamente onde eles estão. Na análise de cartão de crédito, a sub-região com CEP de início 67, que compreende os moradores de Ananindeua e Marituba, possui o maior índice de atrasos.

De toda a carteira de R$ 430 milhões de crédito no cartão, R$ 48 milhões estão em atraso superior a 15 dias, o que representa 11,3% do total.Na sub-região de Belém - início do CEP 66 - a margem é de 9%, referente as dívidas atrasadas no valor de R$ 156,8 milhões de uma carteira ativa de R$ 1,76 bilhão. Nos demais municípios paraenses, essa mesma parcela chega a 9,42%.

Para efeito de comparação, o maior índice do País, de 12,6%, foi anotado na sub -região de CEP iniciado por 42, das cidades baianas de Madre de Deus, Lauro de Freitas, Camaçari e Dias D’Ávila. Em Brasília, sub-região com o menor índice, o percentual foi de apenas 3,49%.

Tecnicamente, o Banco Central considera como caso de inadimplência apenas o crédito com mais de 90 dias de atraso. Empresas que atuam na área de análise de crédito costumam utilizar critérios diferentes, como a Serasa e o SPC.

Cheque especial o “vilão” - Pelos números do Banco Central (BC), os moradores das cidades com CEP 67 também possuem os maiores índices de atrasos no pagamento de "outros créditos" - que englobam operações como as de cheque especial, microcrédito e conta garantida, entre outros. O percentual na sub-região é de 13,2%, enquanto o da capital é 10,2%.

Nos municípios com CEP 68, a margem é de 11,4%. Já os moradores de cidades com CEP 67 possuem os piores índices do Estado nos empréstimos sem consignação em folha (2,5%) e nos empréstimos para compra de veículos (2,4%). Por trás dos índices está a dificuldade dos moradores da região metropolitana de Belém em pagar as contas, em um ambiente de desemprego e redução de renda. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também mostram que a taxa de desemprego na RMB era de 11,2% no segundo trimestre, o que indica cerca de meio milhão de desocupados.


Autor:AMZ Noticias com OLiberal


Comentários

Notice: Undefined index: envio in /home/jornalda/public_html/2018/noticia.php on line 212
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Notícia Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito ao Jornal da Noticia

<