Domingo, 20 de Outubro de 2019

Advogado cuiabano é acusado de liderar esquema de sonegação de mais de R$ 337 milhões




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A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) desmontou nesta quarta-feira (09.10) um esquema responsável por sonegar mais de R$ 337 milhões de impostos através de emissão de notas frias em Mato Grosso.

A ação ocorreu em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda a Operação Fake Paper para cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública. O advogado Anilton Gomes Rodrigues, foi preso é apontado como um dos principais integrantes da quadrilha.

Em vídeo gravado pelo site RDNews, o advogado Anilton Gomes Rodrigues, negou que tenha praticado crimes tributários  “É uma operação fantasiosa, um showzinho, que a delegacia está fazendo. Não tem sonegação alguma. Não existe empresa fantasma”, disse o advogado

“Eles estão acusando produtores rurais de ter sonegado tributos, inclusive de produtos que nem tributados são. Eu estou sendo preso, porque estou defendendo produtores rurais e contribuintes contra o arbítrio da Secretaria de Fazenda e de auditores fiscais”, afirmou.

Ele chegou a sede da Defaz, no Centro Político Administrativo, no início da tarde. Anilton esteve com policiais civil, durante toda a manhã, em busca e apreensão realizada no seu apartamento, no bairro Jardim Shangri-lá, em Cuiabá.

A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.

O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT. “Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.

O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”. Os mandados estão sendo cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

Conforme a Defaz, Anildo era sócio e contador das empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio, Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. Da S. Guimarães Eireli, que juntas emitiram R$ 337.337.930,11 em notas frias, gerando um prejuízo "alarmante" aos cofres do Estado. 


Autor:Redação AMZ Noticias


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