Terca-Feira, 24 de Novembro de 2020

Estudante de Porto Alegre do Norte cria equipamento que promete modernizar agricultura




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O jovem Willyãn Araújo, morador de Porto Alegre do Norte (1.140 km de Cuiabá), criou um protótipo que pode trazer grandes ganhos para agricultura de precisão.

Trata-se de um carrinho que pode ser guiado por GPS e consegue andar pelas lavouras, mandando imagens em alta resolução e em tempo real para análise dos agrônomos.

Atualmente, este acompanhamento é realizado por drones e, quando o profissional precisa de uma amostra mais próxima, os técnicos retiram algumas plantas e batem elas em uma espécie de pano. Em seguida, o material que se solta da planta é analisado em laboratório.

Conforme o estudante, que na época da construção da máquina estudava no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) de Confresa, o diferencial está na qualidade das informações encaminhadas. Elas permitem que a análise seja realizada sem o técnico precisar se deslocar.Outra vantagem do equipamento é a facilidade em se manusear – guiado por GPS – e o fato de ser carregado por energia solar, o que o torna sustentável.

Processo criativo - Willyãn conta que a ideia surgiu porque ele acompanha o trabalho dos sojicultores da região e percebeu que havia a necessidade de se aperfeiçoar o processo de análise das plantas.  

Como os drones fazem imagens distantes e do alto, a solução será construir um carro que seguiria por baixo, o que implicaria em adaptá-lo para terrenos acidentados. A partir de então, o jovem começou a desenvolver o trabalho e hoje já está no 3º modelo. As rodas são de metal e desenhadas em um formato especifico para a atividade. Também há uma placa solar para que o carro não precise de baterias e seja autônomo.

Vizinhos e parceiros -  O carro construído por Willyãn custou cerca de R$ 3 mil e o dinheiro foi arrecadado a conta gotas. Toda cidade se mobilizou. Alguns contribuíram com dinheiro e outros como serviço, como é o caso dos torneiros mecânicos da cidade. Porém, a maior fonte do recurso foi o “paitrocínio”.

“Poderíamos muito reduzir o preço em escala industrial. Já apareceram duas pessoas interessadas em investir. Mas ainda precisamos de algumas pesquisas para inseri-lo no mercado. Por causa disto, houve a desistência”.O projeto de Willyãn já representou Mato Grosso na MostraTec, uma feira de inovações que reúne projetos de todo o país, no ano retrasado.

Desde então, o estudante concluiu os ensino médio no IFMT e hoje é acadêmico de Ciências da Computação, na Universidade Federal de Tocantins. Ele continua trabalhando no aperfeiçoamento do projeto e tem o objetivo de conseguir o apoio de investidores.


Autor: Redação AMZ Noticias


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