Segunda-Feira, 24 de Janeiro de 2022

Em alerta contra o sarampo, Secretaria de Saúde convoca população do Pará para se vacinar




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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou nesta quinta-feira, 2, que a vacina contra sarampo continua disponível nas unidades de saúde de todo o estado. A vacina faz parte do calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a Sespa, que fez uma convocação para que a população do estado procure os postos de vacinação, cada indivíduo deve tomar duas doses da vacina para ficar imune à doença. Em Belém, estão sendo vacinadas as pessoas de seis meses a 49 anos.

Surto  - A preocupação da Sespa é porque há um surto de sarampo acontecendo na Região Metropolitana de Belém. De 11 de agosto a 14 de dezembro, foram notificados 208 casos suspeitos da doença, dos quais 59 foram confirmados, 79 descartados e 70 ainda permanecem em investigação. Do total de confirmados, 39 são residentes de Belém e 10 de Ananindeua, e os demais de outros municípios.

O surto atual – em 2018 já havia sido registrado um surto da doença em Belém e nos municípios do Baixo Amazonas, relacionados aos casos do estado do Amazonas – tem relação com casos de pessoas que estiveram nas cidades de São Paulo e Santos, onde, provavelmente, foram expostos ao vírus.  A maioria dos casos confirmados é do sexo masculino e da faixa etária de 20 a 30 anos, no entanto, a maior incidência (número de casos por 100 mil habitantes) está entre os menores de um ano, demonstrando a importância de vacinar as crianças a partir dos seis meses de idade, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Prevenção - A Secretaria de Saúde alerta ainda que é fundamental cumprir o calendário de vacinação das crianças, adolescentes, adultos e idosos e manter todas as vacinas atualizadas. Só assim, é possível evitar doenças graves como o sarampo, que já havia sido eliminado do Brasil. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral, transmissível, extremamente contagiosa. Os sintomas iniciais são febre, tosse persistente, irritação ocular e coriza.

Após esses sintomas, geralmente há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e morte. A transmissão ocorre diretamente de pessoa a pessoa, geralmente por tosse, espirros, fala ou respiração. A infecção também ocorre por meio de gotículas de secreções respiratórias (tosse, espirro etc.) com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas.

A suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral e a única forma de prevenção é a vacinação. Além de vacinar quem ainda não foi imunizado, é importante que todos os casos suspeitos da doença atendidos nos serviços de saúde públicos e privados sejam notificados às Secretarias Municipais de Saúde que, por sua vez, notificam aos Centros Regionais de Saúde da Sespa.

Segundo a diretora do Departamento de Epidemiologia da Sespa, Ana Lúcia Ferreira, a notificação de casos suspeitos de sarampo deve ser feita até 24 horas após o atendimento e o bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas após o contato com o caso. “Por isso, é importante que os médicos fiquem atentos aos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, principalmente, nos serviços de urgência e emergência, para que não passem despercebidos, evitando que mais pessoas sejam contaminadas”, acrescentou a epidemiologista.


Autor: AMZ Noticias com Tomaz Silva


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