Quinta-Feira, 21 de Outubro de 2021

Secretário de Saúde tranquiliza população do Pará em relação ao novo coronavírus




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O Secretário de Estado de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, deu uma entrevista para imprensa e pediu tranquilidade à população paraense frente à possíveis casos de Covid-19, a doença transmitida pelo novo coronavírus (SARS-CoV2) que surgiu na China e já atingiu diversos países no mundo.

Beltrame disse que o Sistema de Vigilância em Saúde do Brasil é forte e muito bem estruturado. Reúne experiências ao longo dos anos com as epidemias e outras situaações emergenciais que o país já viveu, tais como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2002 e 2003, o H1N1 em 2009 e o Zika vírus em 2015.

Segundo o secretário, o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém interlocução permanente entre os gestores de saúde, unindo o Ministério da Saúde as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Então, para ele, o que precisa ser feito neste momento, é redobrar os cuidados nos aeroportos, portos e fronteiras, ações que estão sob a responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ele afirmou que a Vigilância em Saúde está atenta, tanto no âmbito federal, por meio da Anvisa, quanto nos estados com os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Estadual (Cievss) e toda a estrutura da Vigilância Sanitária. “É essencial examinar os pacientes que chegam com sinais e sintomas que possam estar relacionados com o coronavírus”, acrescentou.

Conduta correta - De acordo com o secretário, que também preside o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Ministério da Saúde tem agido com absoluta correção em relação às orientações que tem passado. Os estados e municípios estão absolutamente alinhados com essas orientações e com a Organização Mundial de Saúde (OMS). “Se houver qualquer alteração nesse quadro, o Ministério é que dará a diretriz”, ressaltou.

Na visão do secretário, a confirmação do caso em São Paulo não muda nada em relação ao que havia sido preparado nos Planos de Contingência Estaduais e no próprio Plano de Contingência Nacional. “O que fazer com uma pessoa que chega no aeroporto e é suspeita de coronavírus? Todas as orientações estão nos planos e é isso que faz com que possamos identificar com rapidez e agilidade os casos novos e tomar as providências sanitárias cabíveis de acordo com o Código Sanitário Internacional”, explicou Beltrame.

Beltrame também descartou o fechamento de fronteiras, restrição de circulação de pessoas ou mercadorias e, sequer, cogitar o cancelamento de qualquer evento ou de aula em escolas. “O momento é de serenidade, de acompanhamento da questão da vigilância e da entrada de eventuais casos suspeitos”, disse o gestor da Sespa.

Segundo Alberto Beltrame, a confirmação do primeiro caso importado de coronavírus no Brasil já era esperado e é diferente de transmissão em território nacional. “A transmissão local é como está acontecendo na Itália, Alemanha, e outros países e não há como prever em que situação vai acontecer isso, até por questões climáticas e uma série de outras variáveis que precisam ser levadas em conta”, explicou

Novo vírus - Em relação ao comportamento do novo coronavírus, Beltrame disse que não há muitas informações científicas que deem respaldo às autoridades sanitárias para dizerem que terá a mesma sazonalidade que o vírus da Influenza. “Mas temos alguns indícios de que em climas mais frios a propagação é mais rápida e tem causado maior número de casos e óbitos. É o que está acontecendo na China e na Europa. Aqui no Brasil, ainda estamos vivendo um momento de verão. Se ele se comportar como o Influenza é de se esperar que tenhamos casos de transmissão local um pouco mais adiante no nosso inverno no Sul e Sudeste, mas isso ainda é uma especulação”, informou. “Nós estamos lidando com um vírus novo, uma mutação, e se sabe ainda pouco sobre o seu comportamento. Sabemos que ele tem uma capacidade de transmissão maior que o H1N1, mas, em compensação, com um índice de letalidade menor, o que também é favorável nesse momento”, observou o secretário.

Isolamento domiciliar - O secretário ressaltou que 85% dos casos de coronavírus conhecidos até o momento cursaram de uma forma leve ou moderada. Portanto, são casos típicos para atenção primária em saúde e a indicação é que o tratamento seja domiciliar como um resfriado comum. É recomendado que esses pacientes fiquem de quarentena em casa, para não lotar os hospitais quando houver transmissão local ou sustentada. “Os hospitais deverão ser reservados para os 15% dos casos que cursam de forma mais grave e que demandem cuidados de Unidade de Terapia Intensiva”, afirmou. 


Autor: AMZ Noticias com Roberta Vilanova


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