S�bado, 25 de Setembro de 2021

Pacientes confirmados com novo coronavírus em Mato Grosso têm entre 31 e 50 anos de idade




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Até o momento, os pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus (Covid-19) têm entre 31 e 50 anos de idade, em Mato Grosso. Dados demográficos como estes são importantes já que pessoas acima de 60 anos fazem parte do chamado grupo de risco, que representa a população mais vulnerável a complicações da doença. De acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo Centro de Operação em Emergência em Saúde Pública (COE), a maioria dos casos confirmados está concentrada em Cuiabá.

Até a terça-feira (24), 269 pacientes com sintomas semelhantes aos do Covid-19 eram investigados em aproximadamente 50 municípios mato-grossenses. Entre eles, a capital (42), Várzea Grande (29), Rondonópolis (27), Sinop (22) e Campo Novo do Parecis. Até então, sete foram confirmados, sendo cinco em Cuiabá, que teve o primeiro caso positivo registrado no dia 14 deste mês e referente a um homem de 50 anos.

As outras duas confirmações foram em Várzea Grande e Nova Monte Verde, onde o caso é considerado de contaminação comunitária, ou seja, sem fonte de contágio identificada. Além disso, quatro são homens e três mulheres. Vale lembrar que os dados têm sido atualizados diariamente sempre ao fim da tarde pelas autoridades públicas de saúde.

INDÍGENA - Já em Barra do Garças (516 quilômetros, ao leste da capital), uma indígena morreu na última segunda-feira (23) com suspeita de coronavírus. Até terça-feira (24), ainda não havia confirmação da causa da morte. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que duas mulheres foram internadas na unidade de pronto-atendimento (UPA) com sintomas de gripe, no início desta semana.

E, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde (MS), elas foram encaminhadas para a área de isolamento por medida de segurança. “As pacientes foram medicadas e, no final da tarde, uma delas, veio a óbito”, diz trecho do comunicado. As amostras biológicas das pacientes foram encaminhadas ao Laboratório Central (Lacen). “Uma das pacientes, preliminarmente, foi diagnosticada com quadro de tuberculose, porém, os casos estão sendo investigados para um diagnóstico mais preciso. Seria, neste momento, prematuro qualquer afirmação se tratar de um caso de coronavírus, pois, somente o resultado oficial emitido pelo Lacen (Laboratório Central), pode se confirmar a testagem positiva ou negativa”, frisou.

Além das pessoas acima de 60 anos, os indivíduos com doenças crônicas, como a diabetes e doenças cardiovasculares também fazem parte do chamado grupo de risco para o novo coronavírus, que pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias agudas severas.

CALAMIDADE PÚBLICA - Na segunda-feira (23), o Estado decretou situação de emergência em todo o território mato-grossense por 90 dias, diante da pandemia do novo coronavírus. A situação é considerada como desastre natural e classificada como epidemia de doença infecciosa viral. O decreto tem a vigência de três meses e pode ser prorrogado por mais um semestre, ou seja, 180 dias, de acordo com a necessidade de ações de contenção da doença.

Para ontem, o governo decretaria estado de calamidade pública como medida necessária para combater o coronavírus no estado. A decisão em decretar a calamidade foi tomada como forma de auxiliar os 141 municípios mato-grossenses, que precisam adotar uma série de ações contra a pandemia.

Com esta decisão, os prefeitos conseguem mais flexibilidade e menos burocracia para dar cabo das medidas urgentes que a luta contra o coronavírus exige. “Essa é uma medida que vários estados brasileiros estão fazendo. A partir daí, os municípios poderão adotar as providências cabíveis em cada região”, explicou o governador Mauro Mendes.

O governo já vem adotando diversas medidas por meio de decreto, entre elas a proibição de aglomerações, fechamento de bares e estabelecimentos comerciais não essenciais, restaurantes e padarias podem trabalhar apenas com a opção de entrega ou retirada no local, a suspensão do transporte intermunicipal, e a distância de ao menos 1,5 metros entre as pessoas em instituições públicas e privadas.


Autor: Joanice de Deus com DiariodeCuiabá


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