S�bado, 04 de Julho de 2020

MP aponta policial aposentado como novo suspeito no caso Eliza Samudio




COMPARTILHE

Às vésperas do julgamento do goleiro Bruno Fernandes, acusado de mandar matar a ex-amante Eliza Samúdio, um policial civil aposentado pode ser incluído na lista de envolvidos no crime. Esse novo personagem teria agido junto com os amigos do jogador, segundo informou o Ministério Público de Minas Gerais em reportagem exibida pelo Fantástico (Veja ao lado).

Bruno e a ex-mulher Dayanne Rodrigues vão a júri popular a partir de segunda-feira (4). Ele é acusado de mandar matar Eliza para não pagar pensão alimentícia ao filho, Bruninho. Dayanne responde pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com o goleiro. O julgamento acontece no Fórum de Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O julgamento do Bola, que foi desmembrado, está marcado para o dia 22 de abril.

De acordo com o Ministério Público, o policial aposentado José Lauriano de Assis Filho, conhecido como Zezé, teria se encontrado com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, no motel em Contagem (MG) onde estavam Eliza e o filho. As investigações apontam uma intensa troca de telefonemas entre os dois, antes e depois da morte da jovem.

A promotoria afirma que vai denunciar o policial. “O Ministério Público tem convicção da participação do Zezé.Ele pode ser responsabilizado pelo homicídio, pelo sequestro de Eliza e de sua criança e também pela ocultação do cadáver da moça”, afirmou o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro.

A hipótese de um encontro em um motel em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, surgiu após análise das antenas das quais as ligações entre Zezé e Macarrão se originavam. De acordo com o Ministério Público, entre o segundo dia do sequestro de Eliza e a noite do crime, houve 39 ligações.

Em determinado momento, os telefonemas são feitos com os homens a mais de 20 quilômetros de distância um do outro: Macarrão estaria no motel e Zezé na casa dele. Uma hora depois, os telefones usam a mesma antena, ou seja, estavam na mesma região.

"As antenas são claras, eles se conheciam. Eles se encontraram", afirmou o promotor.

O depoimento de uma funcionária do motel reforça a suspeita. Segundo ela, um homem moreno estacionou no pátio e subiu à suíte onde estariam Macarrão, Jorge Luiz Lisboa (primo do goleiro Bruno e adolescente na época do crime), Eliza e o filho dela. No depoimento, a mulher afirma que o homem ficou cerca de 40 minutos no local.

No domingo passado (24), Jorge Luiz Lisboa revelou que, enquanto Eliza e o filho eram mantidos sequestrados no motel em Contagem, Macarrão recebeu um telefonema. O fato teria acontecido cinco dias antes da morte da ex-amante de Bruno. Zezé é quem teria telefonado a Macarrão, segundo as investigações.

“O telefone dele tocou e, ai, ele pegou e falou assim: ô, Jorge, fique aqui que eu vou ter que sair rapidinho. Eu falei ‘normal’. Saiu, e eu peguei e fiquei. Foi uma coisa de maia hora, ele ficou lá para o lado de fora”, afirmou o primo de Bruno.

José Lauriano Ferreira foi procurado pela reportagem na casa onde mora, mas ele não estava. Por telefone, ele não quis comentar a investigação.

Mais um suspeito

Outro policial suspeito de envolvimento na morte de Eliza, segundo o Ministério Público, é Gilson Costa. O policial trabalhava com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para quem desempenhava funções administrativas. Entre o início do sequestro de Eliza e o dia das prisões dos suspeitos, Gilson e Bola trocaram ao menos 50 ligações. Ele foi acusado junto com Bola pela morte de dois homens em 2008.

Gilson Costa disse ao Fantástico que a troca de telefonemas entre ele e Bola ocorreu porque os dois têm propriedades próximas e, enquanto Gilson viajava a Ituiutaba, no interior de Minas Gerais, Marcos Aparecido dos Santos tomava conta da residência. “Tenho uma casa próximo de onde a casa dele era arrendada, e por eu estar viajando, eu sempre ligava pra ele para ele olhar para mim lá”, contou.

Os nomes de Zezé e Gilson já haviam sido identificados no início das investigações, mas só agora eles estão sendo formalmente ligados ao crime. De acordo com o promotor Henry Wagner, isso ocorreu devido à complexidade do caso. “Isso decorre do amadurecimento, mesmo do olhar que se lança sobre um caso tão complexo”, disse.

O advogado do goleiro Bruno, Lúcio Adolfo, reclamou da entrada de novos investigados ao caso, o que, segundo ele, atrapalha o processo. “Essa ideia de fazer essa investigação agora é para tumultuar o processo e para criar uma dúvida maior. O mais absurdo é que se pretende, se pretendia, que Bruno fosse levado a julgamento sem menor conhecimento dos jurados de uma investigação buscando novos autores”, afirmou.


Autor: G1


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias