Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019

Morreu nesta terça o presidente socialista da Venezuela, Hugo Chávez




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Morreu nesta terça-feira (5/3), aos 58 anos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O óbito ocorreu às 16h25 (horário local).

O líder socialista passou pela última cirurgia contra um câncer em dezembro de 2012, em Cuba, para combater o reaparecimento de um tumor na área pélvica. Esta foi a sua quarta intervenção desde meados de 2011, quando a doença apareceu.

Chávez, que foi reeleito no final do ano passado para mais um mandato, anunciou o retorno do câncer no dia 8 de dezembro e surpreendeu os venezuelanos ao afirmar, em um discurso à nação, que o vice-presidente e chanceler Nicolás Maduro deveria assumir o poder caso ele ficasse incapacitado. Ele também exortou os simpatizantes a votarem em Maduro no caso de uma nova eleição.

No último dia 18 de fevereiro, Chávez retornou a Caracas para seguir com o tratamento em seu país de origem, mas não foi visto publicamente, o que levantou suspeitas sobre seu estado de saúde -- apenas uma foto sua foi divulgada pelo governo dias antes.

Chávez foi reeleito em outubro de 2012 e começou seu novo mandato de seis anos no dia 10 de janeiro deste ano, após a Justiça liberar o adiamento de sua posse. Durante a campanha, o presidente chegou a garantir que estava curado.

No poder desde 1999, o governo de Chávez foi marcado por sua liderança extravagante de esquerda na América Latina e pelo seu papel de principal provocador de Washington na região.

Chávez foi ferrenho apoiador de outros líderes esquerdistas na região, como Evo Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador. Muitos vizinhos passaram, no entanto, a depender de sua ‘generosidade’, fomentada pelo petróleo venezuelano, para impulsionar suas frágeis economias.

Internamente, Chávez implantou o que ele chamou de 'socialismo do século 21', com uma série de reformas em seu país, uma nova Constituição, conselhos democráticos participativos, a nacionalização de diversas indústrias, o aumento no financiamento do governo nas áreas de saúde e educação e medidas focadas na redução da pobreza. As medidas, no entanto, causaram fuga de investidores e colapso na indústria local, o que gerou instabilidade no país e crescente aumento nos índices de violência.

Analistas acreditam que, mesmo com a indicação de Maduro, o chavismo desintegre com a morte de Hugo Chávez. "Continuamos da opinião de que é muito possível que não haja chavismo sem Chávez", disse o analista da Goldman Sachs Alberto Ramos, advertindo sobre "uma transição política possivelmente ruidosa e não necessariamente curta na Venezuela".

O fim do chavismo pode ser o melhor cenário para a oposição desde que Chávez assumiu o poder, já que muitos eleitores ignoravam os fracassos do governo por causa da profunda conexão emocional com o então presidente.

O governador Henrique Capriles, de 40 anos, perdeu as eleições para Chávez em outubro, mas recebeu 44% dos votos, um recorde de 6,5 milhões de votos para a oposição.


Autor: Reuters


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