Terca-Feira, 25 de Junho de 2019

Loteria de Mato Grosso arrecadará R$ 411 milhões em 10 anos




COMPARTILHE

O governo calcula que a Lemat (Loteria do Estado de Mato Grosso) deverá gerar cerca de R$ 411 milhões em apostas ao longo de dez anos.

O número consta do projeto básico, documento com informações técnicas que vão orientar o processo licitatório para a escolha da empresa responsável por assumir o jogo no Estado. No próximo dia 13 de maio, às 14h30, o governo realiza uma audiência pública na Assembleia Legislativa para a apresentação do projeto.

Será considerada vencedora a empresa que demonstrar melhor capacidade técnica e oferecer o maior percentual de remuneração para o Estado. O percentual mínimo exigido será de 18% do arrecadado nas apostas. Parte do dinheiro será revertida para o Fundo de Desenvolvimento do Desportivo do Estado de Mato Grosso (Funded) e o Fundo Estadual de Assistência Social (Feas).

Poderão participar da licitação empresas nacionais ou estrangeiras – isoladamente ou em consórcio – que comprovem a atuação no segmento de loterias. Elas também precisarão atender às exigências de qualificação técnica e financeira relacionadas no edital de licitação, que ainda será lançado. O contrato terá validade de dez anos, podendo ser prorrogado por mais cinco.

Além do percentual mínimo, a cada ano a concessionária terá que repassar uma garantia de 3% do valor anual do contrato, seja como caução em dinheiro, seguro-garantia ou fiança bancária. Ao menos cinco empresas, inclusive estrangeiras, já demonstraram interesse em assumir a Loteria.

O governo estabeleceu que os jogos lotéricos – na modalidade instantânea e convencional – serão, inicialmente, em meio físico. Futuramente, se houver acordo entre as partes e potencial de mercado, os jogos poderão ser disponibilizados na modalidade eletrônica.

Uma das exigências do governo é que a Loteria seja operada durante todo o período estabelecido em contrato, ininterruptamente, sob risco de a concessionária sofrer sanções.

O retorno da Loteria Estadual de Mato Grosso – ela foi desativada na década de 80 – começou a ser desenhado em 2010, com a aprovação da lei garantindo a sua reativação.

A concessão dos jogos precisou ser adiada em 2012, após o Diário revelar, com exclusividade, que o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira dava como certo que iria controlar a Lemat.

Conversas por e-mail interceptadas pela PF, em outubro de 2010, mostravam que pessoas ligadas a Cachoeira estavam satisfeitas com a reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB), dando a entender que com ele seria mais fácil assumir o jogo.

“Agora, vamos implantar a loteria em Mato Grosso”, escreveu o consultor argentino Roberto Coppola em mensagem a Adriano de Souza, cunhado de Cachoeira. Na época, o governador minimizou a informação e disse que se tratava de uma “conversa de malucos”.


Autor:Diário de Cuiabá


Comentários

Notice: Undefined index: envio in /home/jornalda/public_html/2018/noticia.php on line 212
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Notícia Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito ao Jornal da Noticia

<