Segunda-Feira, 24 de Janeiro de 2022

MPE quer impedir a venda de carne de abate clandestino em Barra do Garças




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Proprietários de dois açougues, no município de Barra do Garças, foram acionados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso por vender carne suína oriunda de abate clandestino.

O responsável pelo matadouro e a dona da chácara onde os porcos eram abatidos também foram citados na ação civil pública. Além de requerer a paralisação imediata das atividades de abate clandestino, o MPE pleiteia o pagamento de indenização por danos morais coletivos, já que os requeridos infringiram normas de ordem pública que regem a saúde, higiene e relações de consumo.

Consta na ação que, no local do abate havia muita fumaça e os detritos resultantes de tal atividade exalavam um forte odor fétido. Conforme relatório da Vigilância Sanitária, os animais eram abatidos próximos às baias em local aberto e exposto ao contato com insetos e animais domésticos, identificada, ainda, a presença de varejeiras na carne dos animais abatidos, torando-a imprópria ao consumo humano.

 O transporte da carne também era feito de forma irregular em veículo de carroceria coberto por uma lona suja, fétida e em contato com as partes metálicas do carro.

Segundo o MPE, na primeira inspeção realizada pela Vigilância Sanitária no local foram encontrados 53 porcos e o matadouro foi interditado. Passados alguns dias, no entanto, técnicos constataram que as atividades não haviam se encerrado e identificaram no local apenas 25 animais. Os responsáveis pelo matadouro não comprovaram a destinação lícita dos outros animais.

“É inadmissível que práticas medievais ainda sejam utilizadas diante da modernidade das técnicas de consumo e da produção alimentícia, no que concerne à higiene e sanidade dos estabelecimentos e dos produtos, visando a saúde do consumidor”, afirmou o promotor de Justiça Marcos Brant Gambier Costa.

Na ação, o representante do Ministério Público destaca que a comercialização de carne não inspecionada pelos órgãos competentes 'quebra' toda a sistematização minuciosa criada para a proteção da saúde pública no consumo de alimentos.

O MPE ressaltou, ainda, que o fornecimento de carne sem qualquer inspeção sanitária no abate expõe os consumidores ao risco grave de doenças como toxoplasmose, teníase, cisticercose, brucelose e tuberculose, prejudicando, também, o controle de zoonoses, bem como as políticas públicas combate e prevenção de doenças.

Foram acionados pelo MPE o comerciante responsável pelo abatedouro clandestino, José Barros da Silva; a proprietária da chácara onde a atividade era exercida, Aparecida Brito Pontes; e os proprietários da Casa de Carne Imperial, Éverson David de Barros; e da Casa de Carne Real, Eduardo Goes da Silva. A ação civil pública foi proposta no dia 24 de maio.


Autor: Clênia Gorethy - Jornal da Noticia


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