Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019

Airton Português desiste e CPI dos Medicamentos dura somente 24 horas




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O deputado estadual Ademir Brunetto (PT), havia conseguindo na Sessão Plenária do dia 11, os oito votos necessários para constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e investigar os responsáveis pelo vencimento dos medicamentos no Centro Estadual de Armazenamento e Distribuição de Insumos de Saúde (Ceadis).

Porém durante a sessão plenária da quarta-feira (12), o deputado Airton Português PR, requereu ao plenário a retirada de sua assinatura no requerimento de criação da CPI dos Remédios, com isso a CPI não poderá ser instaurada já que, de acordo com o Regimento Interno do Legislativo, são necessárias no mínimo oito assinaturas para a instalação de uma CPI.

Após a renúncia do voto de Português, o presidente Romoaldo Júnior do PMDB, afirmou que em nenhum momento o governo interferiu na decisão de criação da referida Comissão Parlamentar de Inquérito.

O deputado Márcio Pandolfi (PDT) contestou a não criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa, para investigar os responsáveis pelo vencimento dos remédios no Centro Estadual de Armazenamento e Distribuição de Insumos de Saúde (Ceadis).

Da mesma forma, o petista Ademir Brunetto defendeu que a AL precisa tomar uma decisão quanto ao assunto. “Após a vistoria in loco, constatamos os absurdos do prejuízo aos cofres públicos”, disse.

O deputado Ademir Brunetto (PT) solicitou ao Governo do Estado informações referente ao rompimento do contrato com o Instituto Pernambucano (IP) e sobre a auditoria relacionada aos medicamentos vencidos.

De acordo com Brunetto, que apresentou o pedido da CPI,  este seria o primeiro passo para investigar os verdadeiros culpados com as perdas dos medicamentos, ressaltando que o acontecido é inadmissível. “Nada justifica as perdas. Alguém foi irresponsável, estes vencimentos deveriam ter sido previstos e evitados”, avaliou Brunetto.

Outro ponto destacado pelo deputado, para a instauração da CPI era à repetição deste caso no Estado. “não foi a primeira vez que isso aconteceu. O povo precisa de explicação, os doentes que necessitam dos medicamentos querem uma resposta,  tem pessoas correndo risco de morte”, alertou o parlamentar ressaltando que “isso é uma vergonha e  não pode ocorrer novamente”.

 O povo precisa de explicação, os doentes que necessitam dos medicamentos querem uma resposta” enfatizou o parlamentar ressaltando “ tem pessoas correndo risco de morte”, alertou o parlamentar.

As medicações perdidas são de alto custo e destinados para tratamento de pacientes com doenças crônicas, como câncer, problemas neurológicos e outras doenças graves e que não podem ficar sem as dosagens. Os remédios deveriam ter sido consumidos até dezembro de 2012 e o outro montante de medicamentos de alta complexidade venceu em abril deste ano.

A farmácia de alto custo era de responsabilidade da Organização social (OS), contratada pelo governo estadual, o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) que se isentou de qualquer responsabilidade, explicando que os medicamentos foram perdidos devido à compra em quantidades acima do necessário e que devido à burocracia as “sobras” próximas ao vencimento, foram impossibilitadas de serem doadas ou permutadas.

A empresa, ao mesmo tempo, diz que não era de sua competência procedimentos como aquisição, gerenciamento de permutas e trocas de medicamentos, restando como sua tarefa apenas o gerenciamento do material disponibilizado pela SES na farmácia de alto custo.

O caso veio à tona no final de maio, onde foram divulgadas as imagens do depósito com diversas caixas de remédios vencidos. Entre os medicamentos estão os de alto custo, para tratamentos de câncer, hanseníase, diabetes, pressão arterial,  HIV e até mesmo caixas de leite e achocolatado em pó.

Para a abertura da CPI, oito parlamentares haviam assinado o requerimento, foram eles: Luciane Bezerra, Dilmar Dal´Bosco, Guilherme Maluf, J. Barreto, Alexandre Cesar , Márcio Pandolfi  e o agora desistente Airton Português.


Autor:Jornal da Noticia com Assessoria


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