Domingo, 20 de Outubro de 2019

Lideres de Mato Grosso usam o Norte Araguaia como um trampolim político




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Neste inicio do mês de junho de 2013, a região Norte Araguaia assistiu mais duas ações perplexas, por parte da maioria dos políticos de Mato Grosso, que nada mais fazem do que confirmar que o Vale do Araguaia continua sendo o “interminável vale dos esquecidos.”

Primeiro a criação Universidade Federal do Sul Sudeste do Pará (Unifesspa), e por segundo o caso da CPI dos medicamentos vencidos, que teve quorum e menos de 24 horas depois, não virou em nada, dando provas do descaso total com a população da mais distante região do estado conhecida como ultima fronteira agricola.

A criação Universidade Federal do Sul Sudeste do Pará (Unifesspa),pela presidenta Dilma Rousseff na quarta-feira (5), é maior prova do descaso da maioria dos lideres de Mato Grosso com o Norte Araguaia.

Para se ter uma ideia, uma articulação política poderia levar a criação uma extensão educacional e auxiliar de fato o desenvolvimento da região, ou seja Vila Rica vai ter um aeroporto regional, mas Universidade Federal vai ficar no Pará.

A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) será sediada em Marabá, em um desdobramento da Universidade Federal do Pará. Serão criados ainda campi nos municípios de Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Xinguara. Serão contratados 506 novos professores, 595 técnicos administrativos.

Barra do Garças poderia sediar a Universidade Federal do Araguaia  e os outros municípios poderiam sediar os campi.

Já no caso da perda de medicamentos, o caso é mais triste ainda, pois é inexplicável, ver pessoas morrendo por falta de medicamentos e o estado simplesmente admitindo que pode perder mais de R$ 14 milhões em remédios.

Mas a anarquia estabelecida pela maioria dos políticos com a região é tão grande que o triste final do caso Maraiwatsede/Suiá-Missú, localizado na área central da região Norte Araguaia, continua servindo de especulação política para nossa população.

Com exemplo o deputado Nilson Leitão (PSDB) esta desfilando pela região, e questionando a criação das reservas indígenas, antes de tudo Leitão deveria explicar que quem criou a reserva Maraiwatsede/Suiá-Missú, foi o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso do mesmo partido e grupo político.

Ou seja, antes de bancar o herói, o deputado sinopense devia assumir sua “mea culpa” e dizer que seu grupo tem grande parte de culpa no cartório e na desgraça do povo.

A cúpula petista de Mato Grosso, nem beira mais o Norte Araguaia, com medo ou covardia mesmo, talvez a maioria dos lideres petistas de Mato Grosso, nem saibam que a região pertence ao território da cidadania do Baixo Araguaia, e uma forçinha deles seria possível incluir a região em muitos programas federais e melhorar o IDH.

Outro exemple é o governador Silval, usou ao a bandeira da divisão, quando era um desconhecido, e agora no poder conseguiu dois feitos inéditos de regressão política para a região.

Com todos seus defeitos e ausências, Adauto Freitas, o Daltinho (PMDB) representava a região, mas as constantes cobranças de Daltinho, sobre promessas políticas, resultaram em sua forçada saída da Assembleia.

Silval dizia em campanha que se eleito fosse, iria premiar a região com um cargo de primeiro escalão, o nome mais possível para tal fato, seria o ex-prefeito de Vila Rica, Naftaly Calisto.

Fontes confirmam que nos debates da reforma administrativa do ano passado, deputados barraram Calistão e para piorar soltaram o boato que deputado estadual Baiano Filho, também do PMDB, seria o responsável pela barragem.

Nada a ver, o que Silval quer mesmo é eleger seu filho Rodrigo Barbosa, deputado estadual, ele já circula pela a região, rodeado de aspones e com suas emissoras de radio, pregando os grandes feitos do governo estadual, um embate entre Calistão e Baiano só beneficia seu filho..

A região do Norte Araguaia, e construída por seu povo, possui uma riqueza eco turística inigualável e solo propicio para a agricultura, com grande potencial econômico. 

A larga extensão territorial, a desunião política, e uma densidade de votos considerada baixa prejudicam investimentos, que atrasam o desenvolvimento e a geração de riqueza, exemplo disso são as obras inacabadas da BR 158 que corta a região, e que completaram agora 30 anos desde que foram iniciadas e até hoje não foram concluídas.


Autor:Evandro Carlos - Jornal da Noticia


Comentários

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