Sábado, 16 de Novembro de 2019

Descaso de Taques leva líderes do DEM e do PSDB a buscarem aliança com PP e PTB




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O descaso do senador Pedro Taques em relação a uma possível aliança para 2014, levou líderes do DEM e do PSDB a buscarem uma aproximação de aliança com o PP de Eraí maggi e o PTB do ex-prefeito Chico Galindo.

As conversas sobre a possível aliança iniciarão na segunda semana de janeiro. Dirigentes das siglas estão descontentes com o cenário nacional em que deve preponderar a continuidade do PDT no arco de aliança da presidente Dilma Rousseff (PT) e influenciar os apoios nos Estados em 2014.

Por isso, os Democratas (DEM) começam, nos bastidores, um processo de discussão de afastamento do senador Pedro Taques (PDT), que pode ter impactar na disputa do Palácio Paiaguás.

Segundo fontes, o acordo entre o senador Jayme Campos (DEM) e o presidente estadual do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, é para que a aliança montada em 2010 entre os tucanos, os democratas e o PTB possa se repetir no pleito de 2014 com o apoio do PP.

Presidente estadual do DEM, deputado federal Júlio Campos, admite alternativa ao apoio de Pedro Taques "Nós realmente fizemos uma pré-conversa não oficial e avaliamos essa possibilidade de juntarmos o DEM, O PSDB, o PTB e o PP para montarmos uma chapa majoritária para disputar o governo em 2014. Nisso também convidaríamos o Solidariedade (SDD) que já declarou apoio ao Aécio Neves (PSDB-MG)", avalia.

O cenário da estratégia é porque o movimento Mato Grosso Muito Mais (PDT-PSB-PPS e PV) poderá receber os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB-PE) e Dilma Rousseff (PT), o que é inaceitável para os aliados históricos, DEM e PSDB.

Segundo o presidente dos democratas em Mato Grosso, deputado federal Júlio Campos (DEM), apesar das duas legendas (Democratas e PSDB) serem aliadas de Congresso há duas décadas e estarem próximos do senador Pedro Taques (PDT), isso não significa que o apoio já está garantido.

"O que houve foram conversas e um interesse em caminharmos juntos em 2014, mas não um apoio declarado. Tudo está aberto ainda e só se definirão em maio do ano que vem", declarou o parlamentar que ainda admitiu a aproximação com o PP no Estado.

Ele fala o efeito de juntar as siglas. "Assim poderíamos ter uma chapa com o senador Jayme Campos (DEM) ao governo, com Eraí Maggi como pré-candidato ao Senado e aí conversaríamos sobre a vaga para o vice. Seria uma chapa boa para concorrer as eleições", analisou.

CRÍTICAS

O deputado federal Júlio Campos também criticou algumas lideranças que estão no projeto de candidatura de Taques, dizendo que muitos estão pedindo mais do que merecem.

"Nós estamos vendo muitas 'viúva negras' que se acham os donos da verdade, que são fundamentais no processo. E nós sabemos que política não se faz assim com imposições e egocentrismo", ironiza.

No início do mês PSDB de Nilson Leitão (esquerda) e DEM de Jayme Campos (direita) fizeram feito pré-acordo com senador Pedro Taques "Tem que ter calma, tranquilidade e uma visão coerente com a realidade. Até por isso nós não estamos fechando a porta pra ninguém. Nós sabemos que as coisas podem mudar de um dia para o outro", declarou o democrata.

Sobre a chapa majoritária, o parlamentar foi incisivo em dizer que o DEM não abrirá mão de indicar um nome para uma das três vagas (Governo-Senado e Vice-governador).

"Nós somos um grupo que elegemos um senador, dois deputados federais e quatro estaduais. Então merecemos respeito e espaço em qualquer chapa que venha disputar o governo do Estado. Se não, nós temos condições reais de montarmos o nosso palanque com chance de vitória", argumentou.

APOIO VELADO

No dia 9 deste mês, lideranças do PSDB e do Democratas (DEM) acertaram acordo político com siglas do Movimento Mato Grosso Muito Mais (PSDB, PDT, PPS e PV) de caminharem juntos em prol da pré-candidatura do senador Pedro Taques ao governo do Estado em 2014.

Mas com a aproximação do PDT com o PR do deputado federal Wellington Fagundes (PR), que sonha com a candidatura ao Senado Federal em 2014, as relações entre o DEM o PDT começaram a ruir. Principalmente com a tendência do PDT permanecer dentro do governo Dilma (PT), com apoio a sua reeleição, e com o PR no governo Silval Barbosa (PMDB).


Autor:Hiper Noticias


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