Segunda-Feira, 06 de Julho de 2020

Empregadores da região do Araguaia são incluídos na lista suja do trabalho escravo




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Mais sete novos empregadores de Mato Grosso foram incluídos no mês de dezembro na chamada 'lista suja' do trabalho escravo, cuja atualização foi divulgada nesta segunda-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

São quatro fazendas, uma carvoaria de uma fazenda, uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), e uma destilaria, também em uma fazenda. No total, 65 empregadores do estado constam da relação.

Mato Grosso é o segundo estado do país em número de empregadores inscritos na lista. O ranking é liderado pelo Pará. Em terceiro e quarto lugares, estão os estado de Goiás e de Minas Gerais, respectivamente.

O cadastro é composto, atualmente, por 579 empregadores em todo o país. Foram incluídos 108 novos, reincluídos outros dois por conta de decisão judicial e excluídos 17, após cumprimento de requisitos administrativos.

As fazendas flagradas na prática de submeter os trabalhadores a condições análogas à de escravo no segundo semestre deste ano ficam nos municípios de Nova Bandeirantes, Brasnorte, Nova Monte Verde e São Félix do Araguaia.

A carvoaria é localizada em uma fazenda em Ribeirão Cascalheira, a PCH fica em Sapezal e a destilaria funciona numa fazenda em Confresa.

No acumulado do ano, 13 empregadores do estado foram incluídos na relação.

Este ano, um caso de trabalho escravo na região que chamou atenção, foi o que envolveu o advogado Luiz Alfredo de Feresin Abreu, irmão da presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

O caso foi relatado após uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ter flagrado trabalho escravo na Fazenda Taiaçu II, um conjunto de três lotes de terra localizado no município de Vila Rica, no nordeste do Mato Grosso, próximo ao Pará, de propriedade de Luis Alfredo.

Como advogado, Luiz Alfredo de Feresin Abreu defendeu a Associação dos Produtores Rurais da Suiá Missu em meio à disputa por terras de latifundiários com os índios Xavantes em Marãiwatsédé, no Mato Grosso.

Na época ele questionou na Justiça o direito dos Xavante às suas terras e, de acordo com denúncia protocolada pelos indígenas em 2011 no Ministério Público Federal de Mato Grosso, segundo fontes ele ofereceu dinheiro a indígenas de outras regiões para que eles se manifestassem publicamente em favor da proposta de transferência dos índios para o Parque Estadual do Araguaia


Autor: Jornal da Noticia com G1


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