Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Pedro Taques usa a tribuna do Senado para relatar situação de descaso do Araguaia




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 “A sociedade quer ser ouvida. A sociedade quer contato. A sociedade quer olho no olho. Isso não é diferente no Araguaia”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT), nesta quinta-feira (06.02), em pronunciamento no Senado Federal. O parlamentar relatou a viagem de 13 dias que fez durante o recesso a 27 municípios do Vale do Araguaia com o projeto “Fala Mato Grosso”.

Conforme observou, a região enfrenta problemas na área de educação, saúde e infraestrutura logística. E a maioria das 158 reivindicações colhidas pelo senador durante a viagem tem a ver com problemas em rodovias, especialmente falta de pavimentação.

“O asfalto traz desenvolvimento, saúde e educação. Saúde para que uma ambulância possa levar um paciente com problema de alta complexidade de uma cidade para outra num tempo razoável; para que atraia mais profissionais da educação; mais indústrias e serviços”, analisou o senador.

Pedro Taques contou que no menor município do estado, Araguainha, a população pediu distribuição de água e a construção de um hospital na cidade vizinha para atendimento da população de toda a região. Ele classificou como “constrangedora” a situação de pacientes que precisam buscar tratamento em Tocantins sem ao menos receber atendimento de médico plantonista ou enfermeiro em Mato Grosso.

“É assim que nossos pacientes estão sendo tratados: empurrados de um lado para outro. Sabemos que não é possível construir um hospital de referência em cada município. Mas é preciso que os hospitais regionais - que devem atender casos de média e alta complexidade - saiam no papel na região do Araguaia”.

Em Confresa, há grande preocupação com a falta de regularização fundiária e problemas com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Pedro Taques ressaltou que a regularização de terras é um problema em todo o país, especialmente em Mato Grosso que tem mais de 500 projetos de assentamentos rurais.

“É importante que a titularização seja feita de modo ágil, pois com os papéis nas mãos as famílias podem acessar programas de financiamento, melhorando a produção e a qualidade de vida. A informalidade impede que as propriedades sejam usadas como garantia para obtenção de crédito. Sem investimento, a produtividade é menor, a renda é menor e a pobreza é maior”, disse o senador.


Autor:Jornal da Noticia com Assessoria


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