Sábado, 21 de Setembro de 2019

Pronatec representa avanço de 70 anos, em Mato Grosso serão 70 mil matrículas em 2014




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Mais de 2,5 milhões de matrículas. Esse foi o resultado apresentado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em todo o país, em 2013.

Na modalidade bolsa-formação, o montante foi de 1,3 milhões, dos quais mais de 560 mil oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional). Deste total, o Senai Mato Grosso, entidade do Sistema Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), foi responsável por 14%, ou seja, 63,4 mil estudantes. O número representa 77% da fatia do Centro-Oeste.

Mato Grosso é o segundo Estado no país em número de matrículas, perdendo apenas para São Paulo, que realizou 78 mil, no ano passado. Desde a criação do programa, em 2011, até o fim de 2014, a expectativa é realizar 8 milhões de matrículas (faltam apenas 500 mil) nas mais diversas modalidades de ensino. De acordo com gerente executivo de Educação Profissional e Tecnológica do Senai Nacional, Felipe Morgado, coordenador nacional do Pronatec, o número representa um avanço de 70 anos em 4, em oferta de qualificação profissional no país. Apenas em Mato Grosso, a meta é de 70 mil matrículas este ano pelo Pronatec.

O Senai Nacional representa 48% da oferta de cursos pelo Pronatec, incluindo todas as ações de formação gratuitas. Em nível médio, a instituição responde por 23,1%. Os números vem coroar o programa que tem permitido o acesso de milhares de brasileiros ao mercado de trabalho. Segundo Morgado, em países desenvolvidos, o número de jovens que buscam a Educação Profissional é de 40% a 50%.

No Brasil, esse índice é de 6,6%. O Pronatec tem justamente a função de suprir essa carência. “As pessoas começam a identificar que a indústria pode ser um bom lugar para fazer carreira, para entrar mais rápido no mercado de trabalho. Além disso, diversos estudos tem mostrado que o salário de muitos técnicos está acima da remuneração de um curso superior”.

Se o grande desafio do país está em ampliar a produtividade, Mato Grosso está com a faca e o queijo na mão, é o que garante o especialista. Ele explica que o alto número de matrículas realizadas, em 2013, em Mato Grosso, demonstra o interesse das pessoas pela profissionalização, o que poderá servir de atrativo para novas indústrias no Estado. “A população quer aprender e o Senai-MT está cada vez mais preparado para ofertar cursos a essa demanda, a fim de ampliar o parque industrial de Mato Grosso”.

Felipe Morgado revela ainda a grande demanda por novas profissões. “A indústria está cada vez mais moderna e automatizada. Está faltando gente para operar as máquinas, supervisionar a linha de produção, realizar o controle de qualidade ou de produção, e muitas outras funções. Em todas as áreas se faz necessário o conhecimento em tecnologia”.

Ainda de acordo com o gerente executivo, o perfil do público do programa compõe cerca de 85% dos estudantes com o Ensino Médio incompleto, Ensino Médio Completo, Superior Incompleto ou Superior Completo. Cerca de 56% são mulheres.  Quando se refere à faixa etária, 15,4% têm entre 17 e 18 anos, 22,5% (19 a 24) e 19,3% (30 a 39). O índice de evasão está situado na faixa de 10%. “Nunca tinham visto uma política pública com índice de abandono tão baixo”, pontua.


Autor:Jornal da Noticia com Assessoria


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