Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

Jovem Karajá escreve petição para que Dilma ajude seu povo na luta contra o suicídio




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O povo Iny (Karajás), como auto denominam, estão espalhados entre Mato Grosso, Pará,  Goiás e Tocantins. Originalmente esse era povo era nômade que vivia descendo e subindo o Rio Araguaia. Sobreviviam da pesca, de pequenas roças e das trocas realizadas com outras etnias. Hoje os Iny somam mais de 3 mil indivíduos e vivem agrupados em aldeias. A maioria vive na Ilha do Bananal, divisa entre TO e MT. Ali está sendo registrada uma triste realidade. Desde 2010 as comunidades vem passando por longos períodos de luto. O motivo são os suicídios de seus jovens.

No Relatório Violência contra os Povos Indígenas do Brasil, organizado pelo Cimi, de janeiro a agosto de 2012, segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena de São Félix do Araguaia, foram registradas sete mortes em decorrência de suicídio. “Além da constatação de aproximadamente 80 situações de vulnerabilidade que englobam tentativas e ameaças” ressalta o Relatório. E fora da Ilha foram mais quatro constatações, todas da aldeia São Domingos, no município de Luciara, MT.

Neste ano, no começo do mês, mais um caso foi registrado. Dessa vez a prima da vítima, Narubia Werreria, estudante de Direito da Universidade Federal do Tocantins, rompeu o silêncio e começou uma campanha por meio do Avaaz.  Na petição “Presidente do Brasil, Dilma Rousseff : Salvem os jovens Iny (Karajá e Javaé) do suicídio” Narubiá diz “tenho esperança que nosso povo venha superar esses traumas e que nossos jovens voltem a sonhar e não terem pensamentos de morte e autodestruição, precisamos de uma intervenção urgente..”.

Em sua página no Facebook, Narubia fez um apelo “se fosse me dado um último pedido em vida, seria esse: Ajude meu povo! Desde 2010, jovens estão se suicidando entre nós Iny (Karajá e Javaé). Ainda me sinto paralisada e impotente diante desse problema, porém, resolvi começar essa luta nesse espaço virtual. Assine e compartilhe”, disse.

Narubia agradeceu o apoio das pessoas que estão se solidarizando com a carta e disse que a  Petição é o inicio. “Essa é uma maneira  mobilizar as pessoas que querem ajudar, sabemos que é um problema bem complexo, estamos conversando sobre isso em um grupo de trabalho de saúde mental aqui na UFT, vamos precisar de um programa diferenciado e multisetoriais, só muita união mesmo para gente conseguir vencer”, declarou.


Autor:Jornal da Noticia com AXA


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