Sábado, 21 de Setembro de 2019

“Sou senador da República e não da Presidência” diz Taques ao apoiar CPI da Petrobras




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O senador Pedro Taques (PDT-MT) assinou nesta quarta-feira (26.03) o requerimento de criação da CPI da Petrobras. Neste momento, há 25 assinaturas no documento. Devem assinar nas próximas horas os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), João Capiberibe (PSB-AP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Vinte e sete senadores precisam assinar o pedido para que a Comissão seja instalada.

“Eu sou senador da República e, não, senador da presidência da República. Acredito que a CPI é um importante instrumento de fiscalização dos atos do Executivo, uma das principais atribuições do Senado da República”, afirmou Pedro Taques.

Durante a sessão plenária, o parlamentar se queixou do policiamento por parte de outros senadores que são contra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito. “Eu respeito o posicionamento daqueles que são contra a CPI, no entanto, não posso admitir que determinados parlamentares atuem como verdadeiros órgãos de censura da Casa - policiando atribuições de outros senadores”, declarou.

O mato-grossense lembrou que se juntou a outros congressistas para protocolar na Procuradoria Geral da República (PGR) representação pedindo que o Ministério Público investigue a atuação da presidente Dilma Rousseff no episódio da compra da refinaria “Pasadena Refining System Inc. (PRSI)”, em 2006, pela Petrobras.

À época, a chefe do Executivo comandava a Casa Civil e presidia o conselho de administração da estatal do petróleo. “Hoje, teve parlamentar dizendo que quem assinou o documento estava se ‘apequenando’. Cumprir o meu papel é se ‘apequenar’? Repito: fiscalizar é nossa atribuição e nós juramos cumprir a Constituição”, completou.

A transação questionada pelos parlamentares foi aprovada, de forma unânime, pelo Conselho de Administração da Petrobrás sob a justificativa de que estava alinhada ao seu planejamento estratégico, à época, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior, contribuindo para o aumento da comercialização de petróleo e derivados produzidos pela companhia.

Tal operação teria resultado em um prejuízo de aproximadamente um bilhão de dólares, o que impactou no balanço da empresa, afetando sua capacidade de investimento. Além dos prejuízos já mencionados, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal estão investigando a ocorrência de superfaturamento e evasão de divisas decorrentes desta aquisição.


Autor:Jornal da Noticia com Assessoria


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